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Curso “A Consolidação dos direitos de aprendizagem no Ciclo de Alfabetização”

Encontros refletiram sobre um processo educativo pautado nos direitos de aprendizagem.

Publicado em: 30/12/2016 16h03 | Atualizado em: 30/11/2020

No dia 30 de novembro de 2016, ocorreu o oitavo e último encontro do curso “A Consolidação dos direitos de aprendizagem no Ciclo de Alfabetização”. Conjuntamente, os responsáveis pelas ações formativas das Diretorias Pedagógicas (DIPED) e os Orientadores de Estudo do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), refletiram sobre um processo educativo pautado nos direitos de aprendizagem.

Como desdobramento desses encontros, aconteceram ações formativas nos diferentes territórios da cidade orientados pelo tema da alfabetização numa perspectiva crítica, emancipatória, autoral e interdisciplinar.

O princípio fundamental das ações formativas foi o de considerar a criança como sujeito do seu processo de aprendizagem, exigindo dos professores e demais profissionais da educação, a atenção para as potencialidades das crianças no que se refere tanto à apropriação de conhecimentos quanto às especificidades da cultura infantil conforme as diretrizes do Currículo Integrador da Infância Paulistana.

Segundo Marisa Romeiro, integrante do grupo de alfabetização da Divisão de Ensino Fundamental e Médio (DIEFEM), uma das principais conclusões a que se chegou com este processo formativo, foi a da necessidade urgente de atribuir novos significados aos tempos e espaços educativos, essenciais para os processos de interação. Nesse sentido, ressalta Marisa, entende-se que a infância e os próprios sujeitos são constituídos na trama social, histórica e cultural.

Marisa explica que a necessidade de investigação e postura crítica-reflexiva diante das ações pedagógicas relacionadas ao processo de alfabetização na rede municipal de ensino “nos impulsiona e nos convoca a ações didáticas em alfabetização a partir do texto”. Segundo aponta Ana Luiza Bustamante Smolka, em seu livro “A criança na fase inicial da escrita”, não se trata, de se trabalhar apenas a partir da perspectiva dos diferentes gêneros textuais, como já se vem fazendo há tempos nas unidades educacionais, mas se considera imprescindível acolher os textos trazidos pelas crianças e presentes em suas intenções comunicativas expressas por meio da oralidade, das diferentes leituras e escritas.

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