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CEI Jardim Capela desenvolve projeto “Convivendo com as diferenças”
Trabalho étnico-racial da unidade escolar trouxe atividades lúdicas para valorizar a cultura africana
Publicado em: 06/12/2016 10h45 | Atualizado em: 30/11/2020
De fevereiro até novembro deste ano, o Centro de Educação Infantil (CEI) Jardim Capela desenvolveu o trabalho étnico-racial “Convivendo com as diferenças”, abrangendo as turmas do Berçário I até o Mini Grupo II, que tem de até quatro anos de idade.
Segundo a Coordenadora Pedagógica do CEI, Débora Cristina Venancio, o trabalho foi pensado para auxiliar as crianças a aprenderem, desde cedo, a respeitar e valorizar a cultura africana e indígena, que fazem parte da história brasileira. “É uma questão de pertencimento, visto que a sociedade brasileira é muito miscigenada”, afirmou Débora.
Ao inserir atividades relacionadas ao étnico-racial, tais como produção de pinturas, leitura de histórias e exibição de filmes e músicas africanas, Débora acredita que o objetivo de ensinar o respeito e a valorização da cultura afro foi cumprido. “Hoje, na finalização do projeto, a gente percebe mudanças de comportamento das crianças”, conta. Ela acredita que através das atividades desenvolvidas em classe pelo corpo de Professores do CEI foi uma semente plantada nos alunos para seu desenvolvimento como cidadãos.
Débora diz que o projeto foi muito importante porque fez as crianças entenderem temáticas complexas, como o racismo, através de atividades simples. “Essas questões precisam ser esclarecidas cedo para as crianças. Que a questão da cor de pele não surgiu do nada e tem uma história por trás disso”, comenta. A Coordenadora complementa dizendo que é necessário ensinar que o outro não é diferente e que cada um tem seu espaço e merece ser respeitado.
Com o projeto em seu fim, a Coordenadora Pedagógica diz que o trabalho não foi só importante para os alunos, mas também para o CEI Jardim Capela como um todo. “Foi importante poder permear o currículo todo com essas atividades para valorizar as tradições que ao longo do tempo foram esquecidas”, pondera. Para ela, o trabalho realizado pelo CEI foi uma forma de estender o dia da consciência negra, não só no dia 20 de novembro, mas no ano inteiro.
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