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Concorrendo com outras 47 cidades de 10 países, São Paulo ganha prêmio internacional com projeto que reduziu a evasão escolar

São Paulo foi a única cidade brasileira vencedora com o projeto “Guardiãs da Alimentação Escolar e Busca Ativa Escolar – Programa Operação Trabalho (POT)” 

Publicado em: 29/05/2026 14h07 | Atualizado em: 29/05/2026
Fotografia com os ganhadores do prêmio Cidades Educadoras 2026.

Após concorrer com outras 47 cidades de 10 países, a cidade de São Paulo é a única cidade brasileira vencedora do prêmio internacional Cidades Educadoras 2026. Com o projeto de Guardiãs da Alimentação e da Busca Escolar, a rede municipal de São Paulo recebe mais uma conquista em que a primeira vitória foi a redução dos indicadores de evasão escolar. A premiação internacional será entregue nesta semana, em Granollers, para o secretário da educação, Fernando Padula.  

A iniciativa foi reconhecida internacionalmente por promover inclusão social, fortalecimento da comunidade escolar e garantia do direito à educação, articulando geração de renda, segurança alimentar e acompanhamento dos estudantes nos territórios. “Na rede municipal de São Paulo aprendemos todos os dias que educar vai além da sala de aula, educação também é acolhimento, escuta, garantindo que cada estudante se sinta pertencente à escola e que há uma rede atenta a ele”, afirmou o secretário da educação, Fernando Padula. 

Nesta edição, dedicada ao tema “Educação como fonte de inclusão e coesão social”, o prêmio recebeu 61 candidaturas de 48 cidades de 10 países. Entre todas as iniciativas avaliadas pelo júri internacional, o POT GAE foi selecionado como uma das três experiências vencedoras, destacando-se pelo impacto transformador e pelo potencial de inspirar outras cidades.   

O objetivo do programa é promover o desenvolvimento das hortas escolares e demais ações de Educação Alimentar e Nutricional nas unidades educacionais. Oferece também a oportunidade de reinserção no mundo do trabalho para mulheres da comunidade escolar em situação de vulnerabilidade social. Atualmente o programa conta com 410 beneficiárias ativas.    

A cerimônia oficial de entrega do prêmio acontecerá durante o XVIII Congresso Internacional de Cidades Educadoras, que reúne cidades de diferentes países para compartilhar experiências e reconhecer iniciativas que colocam a educação no centro da transformação social.   

Oportunidades e transformação de vida   

Bárbara Crhistine Freire Alves, 36 anos, viveu um momento delicado durante a pandemia: a morte da mãe por Covid-19, desemprego, energia de casa cortada e a comida era escassa. Mãe solo de uma menina, buscava todos os dias por uma oportunidade de trabalho. Após algumas tentativas, foi chamada para atuar no POT – Guardiãs da Alimentação Escolar (POT – Mães GAEs), na EMEI Jardim Premiano, zona leste da capital.   

Mesmo com as incertezas, agarrou a chance de atuar no apoio das atividades pedagógicas na horta mantida pela unidade, contribuindo com a conscientização dos alunos sobre problemas ambientais, questões de sustentabilidade, além de melhoria de hábitos alimentares saudáveis.    

“Vim com a cara e a coragem. No primeiro dia, me apaixonei. Acolheram meu medo e me deram apoio”, comenta Bárbara. Incentivada pelas colegas a fazer Pedagogia, sonha com um futuro na Educação Infantil. Atualmente, é estagiária do Programa ‘Aprender Sem Limite’.  

Acompanhe mais destaques da Rede.

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