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Projeto que ensina xadrez completa dez anos na EMEF Marechal

Mil alunos já participaram das atividades e centenas disputam torneios regionais e intermunicipais na modalidade

Publicado em: 14/06/2021 14h48 | Atualizado em: 14/06/2021
Imagem mostra estudantes da EMEF Marechal representando a Prefeitura de SP em Torneio no Clube Paulistano em 2019

Estudantes da Marechal representando a Prefeitura em Torneio no Clube Paulistano em 2019.

O projeto de ensino e treinamento de xadrez na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Marechal Deodoro da Fonseca, na DRE Butantã, coordenado pelo professor Kivam Izidoro, completa uma década neste ano. Ao longo deste período, cerca de mil estudantes passaram pelo projeto e mentoria do professor, alguns, inclusive, trilham carreira profissional no esporte. As atividades do projeto mescla saberes interdisciplinares como matemática, geografia, história, e demais áreas do conhecimento contempladas pelo currículo da cidade.

O contato com o jogo é transformador para as crianças e jovens do projeto, segundo o professor Kivam. “Aos poucos o projeto foi ganhando corpo com as aulas no contraturno dos estudantes, atingindo todo o Ensino Fundamental, desde os primeiros anos até os últimos. E é impressionante como eles se motivam a ficar na escola para realizar esta modalidade, que é um pouco de esporte, de arte e de ludicidade”.

Não só os estudantes se transformaram, mas os ambientes também sofreram modificações e ganharam novos sentidos depois que o xadrez encontrou lar na EMEF Marechal. Na escola é possível encontrar tabuleiros gigantes no pátio e nas salas de aula, a praça do xadrez e até mesmo no período de festa junina ganhou uma barraca temática, onde os estudantes e suas famílias. “Todos são desafiados a resolver enigmas e recebem prêmios caso acertem”, acrescenta Kivam.

Imagem mostra três mesinhas de Xadrez com tabuleiro permanente sobre cada uma elas no pátio externo da escola.

Praça do Xadrez

Dois tabuleiros gigantes de Xadrez pintados no chão da escola.

Tabuleiro Gigante

Essas são provas de que o xadrez atravessa as relações dos estudantes, familiares e também professores, que se relacionam com o jogo de muitas maneiras. A escola até se tornou referência na inclusão de jovens com deficiência que fazem uso de um tabuleiro para deficientes visuais, em que as peças se encaixam para facilitar o manuseio e evitando derrubar as peças.

 

Estudantes com deficiência aprendendo Xadrez no tabuleiro com encaixe de peças.

Estudantes com deficiência aprendendo xadrez no tabuleiro com encaixe de peças.

O projeto que foi encabeçado pelo professor ganhou o apoio de muitos professores na escola, a quem Kivam de faz questão de lembrar, como “Gabriela Frata, Aline e David Capistrano.” “Entre outros professores e equipes gestoras que sempre contribuíram para fortalecer na mentalidade dos estudantes a importância deste projeto para o ensino aprendizagem deles”, complementa. 

O professor Kivam cita Siegbert Tarrasch, como um dos melhores jogadores do século XIX e oponente a altura de Emanuel Lasker. A citação diz o seguinte: “O xadrez, como o amor, como a música, tem o dom de fazer as pessoas felizes”. E nesses últimos 10 anos ensinando xadrez, pode se dizer que além de si fez centenas de alunos felizes.

Histórias no xadrez da Marechal

A história de muitos alunos marcou a vida de Kivam na última década. Ele diz que o xadrez é um “movimento tão simples que pode ganhar uma grande dimensão na vida de cada um.” Abaixo, o docente compartilhou algumas delas: 

Danilo Silva era um aluno considerado muito “bagunceiro”, que não respeitava regras de convívio coletivo. Ele ingressou no Projeto de Xadrez ainda em 2011 quando estava no 6º ano e rapidamente se interessou pelos tabuleiros. Dois anos depois era visível a mudança de personalidade, além de perceber intuitivamente que o xadrez era um reflexo da própria vida, pois percebia que assim como na vida, no xadrez, cada lance tinha suas consequências e que um erro poderia custar caro. Além disso, ele passou a ser monitor dentro do Projeto auxiliando os alunos mais novos e ajudando a estabelecer a Organização de todos. Em 2014, já no 9º ano conquistou o 5º lugar nas Finais Municipais, na difícil categoria sub 16. Danilo continuou contribuindo com o projeto na escola, e nos anos seguintes participou dos Torneios Abertos organizados pela escola, inclusive auxiliando na arbitragem dos torneios. Em 2019 ele foi um dos homenageados pelo programa Jogos de Tabuleiro, em comemoração aos 25 anos de Xadrez na Rede.

Estudante sendo homenageado pela COCEU.

Danilo sendo homenageado pela COCEU em 2019.

Gabriela Vitoria e Gabrielly Rodrigues de Brito, diversas vezes campeãs e idas ao pódio pelo programa Jogos de Tabuleiro nas fases regionais e municipais, são duas garotas que além de serem apaixonadas por xadrez, conseguiram concretizar o sonho de entrarem para equipes de alto rendimento desta modalidade. Hoje são contempladas com bolsas jogando pela equipe de Osasco, elas viajam para disputar Campeonatos Estaduais, Nacionais e Internacionais  desde os 13 anos de cada. Atualmente a Gabriela tem 17 e a Gabrielly 15 e assim como na série da Netflix “Gambito da Rainha“, as duas transformaram a relação que tinham com suas famílias, em especial com suas mães que se envolveram de maneira muito ativa, fazendo de tudo mesmo diante das dificuldades financeiras em levá-las aos torneios.

Estudantes no pódio da XXV Final Municipal de Xadrez Individual

Gabrielly na Final Municipal em 2019.

Também gostaria de finalizar destacando aqueles estudantes que mesmo diante da pandemia e do isolamento social mantiveram-se ativos, participando dos torneios de xadrez organizados pelo Programa Jogos de Tabuleiro e outros torneios que neste momento ocorrem quase todos de forma remota: Gabriel Madureira, Daniel Firmo, Matheus Delfino, Kaique, Anthony, Guilherme David, Caio, Breno, Danilo, Pedro Albinati, Gabrielly, Gabriela, Siqueira, etc.

Turma de xadrez de 2012 na fase regional.

Turma de xadrez de 2012 na fase regional.

 

 

 

 

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