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Direito de aprendizagem é uma questão de cidadania

Em artigo publicado no portal da Folha de S. Paulo desta terça-feira (21), o secretário Fernando Padula destaca a importância das avaliações externas e da participação dos estudantes para garantir avanços na aprendizagem

Publicado em: 21/10/2025 11h23 | Atualizado em: 21/10/2025

 

Fotografia do secretário municipal de Educação, Fernando Padula.

O início da temporada de avaliações externas foi tema de artigo do secretário municipal de Educação de São Paulo, Fernando Padula, publicado no portal da Folha de S.Paulo nesta terça-feira (21). Padula ressalta a importância das avaliações externas e da participação dos estudantes para garantir avanços na aprendizagem. Segue abaixo, na íntegra, o texto do secretário:

Hoje tem início a primeira de três avaliações externas que vão medir o estágio de aprendizagem dos estudantes da Rede Municipal de Ensino. Trata-se da Prova São Paulo, destinada aos alunos do 2º ao 9º ano do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e da EJA, que medirá o conhecimento de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais, Ciências Humanas e produção de texto.

Apesar de a Rede Municipal ter superado as metas de alfabetização estabelecidas pelo Ministério da Educação para 2024 — saltando de 37,9% para 48,25% e ultrapassando a meta de 44,3%, o que nos colocou como a terceira capital que mais cresceu no país —, precisamos avançar ainda mais. Nossos paulistaninhos merecem, precisam e para isso terão todo apoio dos professores, escolas, regionais e secretaria.

Também registramos progresso no Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), marcado para 18 de novembro e voltado aos alunos do 2º e 5º anos do Ensino Fundamental.

Os resultados são animadores: o 2º ano teve aumento de 21,5 pontos em Língua Portuguesa e 21,2 pontos em Matemática. A proficiência em Língua Portuguesa passou de 155,3 para 176,8, e em Matemática, de 149,3 para 170,5.

A avaliação externa é fundamental para que a gestão escolar compreenda o panorama das aprendizagens de seus estudantes. Com essas informações, é possível organizar formações específicas para os professores, adquirir materiais que apoiem o processo de ensino, aprendizagem e adotar estratégias diversificadas — conforme previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) — para garantir o direito à aprendizagem de todos os estudantes.

O Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) promovido pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) será aplicado entre os dias 28 e 31 deste mês aos alunos do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio e há uma regra clara, em todas elas: se a participação não alcançar 80% dos estudantes, a nota não é divulgada.

Na última edição do SAEB, 30% das unidades não atingiram o percentual mínimo necessário, o que impediu o conhecimento pleno da performance dos estudantes. Sem conhecer o problema, como saber quais são as melhores ações para superarmos? Costumo dizer que é como querer curar a febre quebrando o termômetro. Não resolve.

As avaliações externas fornecem dados detalhados (por estudante, turma, escola) para a ação imediata no dia a dia da sala de aula e da gestão escolar, pois revelam quais estudantes estão abaixo do básico, em nível básico, adequado ou avançado em relação às habilidades/conhecimentos esperados para o ano escolar.

O direito de aprender é construído ao longo de toda a educação básica — desde a educação infantil, passando pela alfabetização até o domínio de competências básicas e as essenciais para o desenvolvimento integral do sujeito. Nesse percurso, a avaliação é uma aliada estratégica na construção de uma trajetória educacional sólida, equitativa e transformadora.

As provas, em geral, estão presentes na vida das pessoas. São especialmente relevantes para os jovens do 9º ano, muitos dos quais sonham em ingressar em cursos técnicos nas ETECs (Centro Paula Souza) ou nos Institutos Federais. Para isso, enfrentam os chamados vestibulinhos. Assim como para os estudantes que estão finalizando o Ensino Médio, os vestibulares são a porta de entrada para o Ensino Superior. Futuramente em concursos públicos.

Ao longo de 2025, com o apoio do prefeito Ricardo Nunes, intensificamos as ações de 2023 e 2024, para oferecer melhores condições de aprendizagem aos nossos estudantes. Hoje, todas as escolas utilizam kits de experiências pedagógicas, propõem intervenções baseadas em diagnósticos bimestrais obtidos na Prova Saberes e Aprendizagens e possuem ações de fortalecimento e recomposição, 97% delas com professores exclusivos do PAP (Projetos de Apoio Pedagógico).

Agora é a hora de verificar o resultado de todo esse esforço se traduz em avanço real da aprendizagem. Intensificando ações e corrigindo rotas.Não temos compromisso com o erro — temos compromisso com o aprendizado.

Por isso, pai, mãe, avó, responsável: incentive seu filho, seu neto a participar das avaliações. Cada estudante presente é uma contribuição para a melhoria da nossa educação. É um ato cidadão.

Garantir a alfabetização e o direito de aprendizagem é, acima de tudo, uma questão de cidadania e o compromisso com uma sociedade mais justa e igualitária.

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