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Projeto aborda questões sobre acessibilidade por meio da fotografia

Iniciativa realizada na EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins estimula a percepção dos estudantes sobre a escola e seu entorno

Publicado em: 25/03/2019 14h43 | Atualizado em: 30/11/2020

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Por meio de projeto realizado na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Professor Aurélio Arrobas Martins, da Diretoria Regional de Educação Itaquera (DRE-IQ), a professora de Arte Natalia Fernandes usou a fotografia como ferramenta de percepção do entorno da comunidade escolar. No trabalho realizado com os alunos, ela faz um convite à valorização dos detalhes do cotidiano, sensibilizado os olhares para que se reconheçam através da própria história e a do seu entorno. “O projeto foi implementado na unidade no ano de 2016, mas só em 2018 foi reformulado e ganhou o protagonismo dos alunos do 9º ano no desenvolvimento do Trabalho Colaborativo Autoral (TCA)”, explica Natalia.

O projeto leva o nome “Meu território, meu olhar – acessibilidade” e busca revelar, por meio do olhar dos estudantes, os pontos que podem ser melhorados tanto na escola como em seu entorno, fazendo com que os alunos assumam o papel de protagonistas e responsáveis por propor mudanças e ações. A professora realizou atividades que tiveram o olhar voltado para as dificuldades vividas pelos colegas com deficiência.

Natalia conta que os estudantes envolvidos no projeto perceberam que os alunos com deficiência não conseguiam acessar todos os espaços da escola. Incomodados com essa realidade, iniciaram um trabalho de registros por meio de fotos e vídeos para visualizar e abrir reflexões e conversas sobre o assunto, principalmente sobre as dificuldades no acesso às aulas de Educação Física e à sociabilização no intervalo.

A partir das constatações, os alunos propuseram algumas ações para mudar essa realidade. “Por exemplo, adotamos o “Intervalo Acessível”, quando uma ou duas vezes na semana os alunos tomavam o lanche juntos em um lugar acessível para todos, bem como realizavam aulas de Educação Física adaptadas, com atividades dentro da sala de aula”, explica a professora. “Depois de apresentarmos nosso TCA, fomos escolhidos pela DRE Itaquera para partilhar nosso trabalho no encontro estudantil realizado no CEU Aricanduva. Após essa apresentação, o Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão (CEFAI) da DRE Itaquera nos convidou pra conhecermos o Centro Paralímpico, o que foi uma experiência fantástica pra nós”, conta Natália.

O trabalho também resultou em um vídeo, que pode ser acessado neste link.

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