Notícias

Professora da Rede Municipal de Ensino, indígena do povo Pankará, realiza vivências com crianças a partir de sua história e memórias afetivas que tem com a avó e os potes de barro que ela fazia

O projeto sobre os povos originários oportuniza às crianças experiências sobre histórias e culturas indígenas na Escola Municipal de Educação Infantil Virgílio Távora na zona Sul da capital

Publicado em: 31/10/2024 11h00 | Atualizado em: 31/10/2024
EMEI Virgílio Távora - Professora e crianças em momentos de vivências sobre histórias e culturas indígenas.

Selma de Souza Sá Silva, indígena do povo Pankará, é professora da Rede Municipal de Ensino da cidade de São Paulo. Ela trabalha na EMEI Virgílio Távora, da DRE Santo Amaro. É lá que desenvolve ao longo do ano, com ênfase no 2º semestre, um projeto sobre os povos originários com as crianças de 4 e 5 anos e suas famílias.

A professora Selma começou as vivências contando sua história por meio do livro “Nãna e os potes de barro”, escrito por sua irmã, Chirley PanKará. A obra traz a vivência da avó com as crianças e o trabalho que desenvolvia fazendo potes de barro. 

Em um segundo momento, Selma trabalhou com as diferentes cores de argila ao produzir tintas naturais com as crianças. Na sequência, incluiu a diversidade dos povos originários ao conversar com as crianças sobre as vestimentas, em especial, a do povo Pankará. 

No Dia da Família na Escola, Selma compartilhou com as famílias das crianças sua história com a leitura do livro de sua irmã.  

Depois, foi a vez de apresentar adereços e cocar, o que contribuiu para desmistificar entendimentos equivocados a respeito do cocar, inclusive, quando são construídos de forma estereotipada e com material como E.V.A., que é poluente. Ela explicou como são feitos e que cada povo faz de uma forma diferente e, às vezes, há diferentes tipos dentro de uma mesma aldeia. 

O cocar usado pelo povo Pankará, por exemplo, é feito de uma planta típica da caatinga chamada Caroá e representa resistência. Selma e as crianças confeccionaram dois cocares e os colocaram em  quadros que estão expostos na escola. 

No mês de setembro, realizaram vivência com as ervas medicinais. A professora apresentou as plantas, conversou sobre o uso delas e enviou uma pesquisa para casa. O objetivo é que as crianças conversem com a pessoa mais idosa de sua casa sobre alguma planta medicinal que ela utilize. Desta forma, a intenção é de que se crie uma conexão intergeracional. O resultado da pesquisa será transformado em livro físico e digital. 

A professora pretende ir com as crianças ao Museu das Culturas Indígenas, localizado na Rua Dona Germaine Burchard, 451, Água Branca, próximo ao Parque da Água Branca. E no final do projeto as crianças levarão para casa as ervas medicinais que plantaram na escola. 

Além disso, Selma e as crianças tiveram experiências com músicas indígenas e contação de história sobre vivências de infância da professora com elementos da natureza como sementes, folhas, pedras, entre outros. Ao final, as crianças usaram os materiais livremente para criarem suas brincadeiras.

Notícias Mais Recentes

Relacionadas

Imagem mostra três pessoas adultas sentadas lado a lado em uma mesa de trabalho, em ambiente interno bem iluminado por luz natural. À esquerda, um homem de barba curta usa blusa de gola alta clara e segura um tablet, olhando para a tela com concentração. No centro, um homem negro com cabelo curto e óculos de armação escura utiliza um notebook enquanto faz anotações em papel, demonstrando foco. À direita, uma mulher de cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo veste blazer bege e escreve em um caderno, também concentrada. Sobre a mesa há um notebook, papéis, canetas e uma xícara. Ao fundo, há janelas amplas e plantas, sugerindo um ambiente de escritório ou reunião profissional.
Imagem de um palco durante um evento institucional. Ao fundo, há um painel grande em tons de azul e verde a identificação do 68º Congresso Estadual de Municípios da APM. À frente do painel, seis pessoas estão lado a lado, em pé, sorrindo para a foto. Todas usam crachá de identificação. O grupo é composto por homens e mulheres, vestidos com trajes formais e sociais, como ternos, blazer e vestidos. O ambiente é bem iluminado, com destaque para o palco e os participantes.

Secretaria da Educação representa a cidade no 68º Congresso Estadual de Municípios 

Publicado em: 06/04/2026 5h55 - em Secretaria Municipal de Educação

Fachada do CEU Água Azul com uma escadaria

O que fazer no feriado? CEUs têm programação gratuita em todas as regiões de SP

Publicado em: 02/04/2026 5h10 - em Secretaria Municipal de Educação

Fotografia de uma criança com um livro nas mãos. Ela olha para o lado e ao redor dela há brinquedos em madeira.
Imagem com fundo rosa escuro e branco e o texto
1 3 4 5 6 7 1.646