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Curso Viver Literatura reúne cerca de 400 pessoas na Academia Paulista de Letras.

Educadores apreciaram música e poesia no encontro

Publicado em: 08/08/2017 15h25 | Atualizado em: 30/11/2020

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No dia 2 de abril, uma tarde de sábado, teve início na Academia Paulista de Letras (APL) o Curso “Viver Literatura”, promovido pela equipe gestora do Projeto Academia Estudantil de Letras (AEL), da Secretaria Municipal de Educação (SME). A formação pretende ampliar o universo cultural dos educadores, promovendo o protagonismo acadêmico, com a formação da Academia de Letras dos Professores na cidade de São Paulo – ALP-SP, que se organizará com os professores que assumirem uma cadeira literária, na cerimônia de posse, ao final do curso.

Abrindo o encontro, a professora Sueli Vaz, coordenadora do Projeto apresentou o grupo de cordas “Quarteto Zimmer”, que executou o primeiro movimento para cordas, de Nepomuceno. O grupo camerístico feminino é formado pelos violinos de Ana Cavalheiro e Gabriela Fogo, a viola clássica de Jennifer Cardoso e o violoncelo de Patrícia Rezende Vanuci.

Em seguida, Nelson Pascarelli Filho, professor de Ciências, na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Anália Franco Bastos, Diretoria Regional de Educação (DRE) Penha, abordou a importância de Nepomuceno para a história da música erudita brasileira. A palestra ampliou-se com a análise da obra de Manuel Bandeira que, segundo o professor, tem intensa musicalidade e foi o poeta que mais teve poemas musicados, tanto por compositores eruditos como populares. Pascarelli, como estudioso de Literatura e também escritor de vários livros científicos e didáticos, ocupará a cadeira de Moacyr Scliar, na ALP-SP. Fechando a fala de Pascarelli, o quarteto executou Azulão, música de Jayme Ovalle e poesia de Bandeira.

Dando continuidade, a professora Solange Romagnoli de Andrade, que atualmente faz parte do grupo gestor da AEL, falou sobre o processo de escolha de seu amigo literário, o poeta matogrossense Manoel de Barros, cujo centenário é comemorado neste ano. Ela apresentou poesias e um trecho do documentário, “Só dez por cento é mentira”, que foi premiado no Festival de Cinema de Paulínia (2009), do diretor Pedro Cezar, considerado como a “desbiografia” oficial sobre o poeta. No trecho apresentado, o diretor mostra que o poeta, por mais de setenta anos, não deu entrevista gravada, por se considerar um “ser letral”. Segundo Solange, Manoel se descrevia poeticamente como “Eu sou dois seres. O primeiro fruto do amor de João e Alice. O segundo é letral… O primeiro está aqui de unha, roupa, chapéu e vaidade. O segundo está aqui em letras, sílabas, vaidades e frases”, dizia o poeta.

Em seguida, os professores participantes, ao lado da idealizadora do Projeto Academia Estudantil de Letras, professora Maria Sueli Fonseca Gonçalves, compartilharam,no “Momento Poético”, leituras e autores de sua preferência. Segundo Suelizinha, foi uma manifestação de autêntico protagonismo acadêmico, além de ser uma oportunidade para muitos educadores conhecerem e se envolverem com o Projeto AEL.

O encontro foi encerrado com a exibição do vídeo “Trem de Ferro”, poema de Manuel Bandeira, musicado por Tom Jobim e cantado por Olívia Hime.

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