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Abertura da XXII Final Municipal de Xadrez Individual 2016
Evento reunirá 1.500 alunos e receberá também o XV Torneio Municipal de Xadrez para Professores.
Publicado em: 03/01/2017 12h40 | Atualizado em: 04/05/2021
A vice-prefeita de São Paulo e Secretária Municipal de Educação, Nádia Campeão, abriu oficialmente na manhã desta 3ª feira (22) a XXII Final Municipal de Xadrez Individual 2016, um dos maiores e mais tradicionais eventos de Xadrez Escolar do país, promovido pela Secretaria Municipal de Educação (SME). Até o dia 24, um total de 524 enxadristas mirins (podem participar crianças a partir dos 8 anos) e adolescentes que se classificaram para a final do campeonato estarão se defrontando na sede social do Sport Club Corinthians (Tatuapé).
O festival envolveu este ano um total de 15 mil alunos e 1.500 professores da Rede Municipal de Ensino paulistana, além de dezenas de técnicos e árbitros que comandam a grande final no Corinthians. Para esta final de hoje até 5ª feira próxima no salão social do clube, cada uma das 13 Diretorias Regionais de Educação (DREs) classificaram 10 duplas de enxadristas que venceram em sucessivas etapas do campeonato desenvolvidas nas escolas que as integram.
Na abertura do evento a Secretária Municipal de Educação aproveitou para defender cada vez maior integração entre gêneros. Como as centenas de crianças e adolescentes finalistas agrupavam-se, garotos de um lado e garotas de outro, Nádia disse respeitar as regras do xadrez, universais nessa separação, mas disse torcer para que haja mudanças e que num futuro próximo possam se misturar e se defrontar homens com mulheres. ”Como vocês, com certeza, fazem em suas casas, meninas jogando xadrez com o pai, meninos jogando com o pai e a mãe”, observou.
Mais jogos de tabuleiro – Nádia Campeão anunciou que a partir deste ano mais três modalidades de campeonatos de jogos de tabuleiro entrarão na disputa, envolvendo os mais populares jogos de mesa de outros três continentes: Mancala Awelé, da África; o Jogo da Onça, de indígenas brasileiros e que se popularizou em toda a América; e o Jogo Go, da Ásia.
Mancala – que significa mover – é um termo usado por antropólogos para designar uma série de jogos cultivados na África. A palavra vem do árabe, teve origem no Egito há mais de 7 mil anos e o Awelé, uma das variações desse jogo é praticado na Costa do Marfim e em áreas vizinhas. O jogo da Onça, de origem entre os indígenas brasileiros é jogado em tabuleiro com sementes e riscado no chão. É praticado pelos povos indígenas Bororos no Mato Grosso, Manchineris e Kaxinawá, do Acre e pelos guaranis no litoral de São Paulo.
O jogo Go é de origem oriental. Os primeiros indícios de sua existência datam do ano 2000 a.C. na China e ganhou mais força no mundo quando passou a ser praticado por lordes feudais do Japão. Na China e no Japão (ele é praticado e popular também na Coréia do Sul) foi considerado uma arte marcial.
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