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Curso teve como objetivo instrumentalizar os Educadores.

Publicado em: 04/01/2016 11h36 | Atualizado em: 30/11/2020
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Aconteceu no dia 11 de novembro o encerramento do curso ” Cultura Popular Afro-brasileira: Práticas interdisciplinares como contribuições para a educação e cidadania”. A formação foi realizada no Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Santo Amaro e teve o objetivo de colocar os educadores em contato teórico e prático com múltiplas linguagens afro-brasileiras.

Os participantes puderam conhecer mais sobre cultura Afro-brasileira e participar de aulas práticas de Capoeira e Jongo, realizadas com o propósito de instrumentalizar os professores para futuras atividades com os alunos. 

Os conteúdos abordados passaram por reflexões sobre as manifestações da cultura afro-brasileira e sua relação com os espaços escolares e a comunidade, a articulação entre manifestações culturais e as diversas áreas de conhecimento, a Capoeira no Brasil Império, República, Estado Novo, Ditadura e Democracia, as influências da Capoeira na Literatura, Filatelia, Cinema, MPB, Teatro, Frevo e Futebol, A importância da música na Capoeira, Mestre Pastinha e a Capoeira Angola, Mestre Bimba e a Capoeira Regional, a institucionalização da Capoeira, vivência com o Ritual do Jogo da Capoeira, toques de Instrumentos: Pandeiro, Atabaque e Berimbau, treinamento dos movimentos básicos do Jogo da Capoeira e atividades de cântico e responsório com o Jongo, com a participação do Mestre Ariel e o percussionista Etiópia, ambos de Volta Redonda (RJ).

Para o Mestre em Capoeira e Mestrando em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP), Valdenor S. dos Santos, formador em Cultura Popular pela Diretoria Regional de Educação (DRE) de Santo Amaro, o curso vai ao encontro de trabalhos similares já desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Educação no sentido de descolonizar o currículo, considerando a necessidade de atendimento à demanda das escolas para o cumprimento das Leis 10.639/03 e 11.645/08 e em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e para o Ensino Fundamental, levando ainda em consideração que no Brasil há no traço histórico da formação do povo brasileiro a forte presença da cultura afro, devido a quase quatro séculos de escravização. “A formação, além de proporcionar aos professores e professoras o contato teórico e prático com as linguagens da Capoeira e do Jongo, os motivou a refletirem sobre nossa história e os instrumentalizou para futuras atividades com os alunos e alunas, reforçando o entendimento de que esta e outras manifestações da cultura afro-brasileira e/ou popular são fontes de formação cidadã”, diz Valdenor.

 

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