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Educadores da EMEF Mururés participam de palestra sobre diversidade étnico-racial
Projeto da unidade visa à valorização da cultura afro-brasileira e o combate ao racismo no ambiente escolar.
Publicado em: 09/01/2017 10h59 | Atualizado em: 30/11/2020
No mês de março de 2015, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Mururés localizada no Jardim Helena, região leste da capital, promoveu um encontro dos professores que participam do horário coletivo com Sidnei Barreto Nogueira, Professor Linguista e Doutor em Semiótica do Discurso Racista pela Universidade de São Paulo (USP) e sacerdote do Candomblé.
Para os Coordenadores Pedagógicos da unidade Armando Alvino Ferreira Neto e Gisele Soto Avanzo, o evento é o pontapé inicial para essas discussões e não pode ficar só no papel. “Esse encontro de orientação pedagógica sobre diversidade étnico-racial busca garantir subsídios teóricos e metodológicos sobre a temática aos professores” afirmou Armando. “A informação abre possibilidades para o desenvolvimento do trabalho pedagógico com os alunos, desconstruindo estereótipos e, sobretudo, as discriminações que interferem negativamente na convivência escolar”, concluiu.
A ação formativa é parte do projeto da unidade “As relações étnico-raciais nos processos de ensino de Aprendizagem” que, segundo Armando, surgiu da necessidade de se estabelecer um diálogo a respeito dos assuntos ligados a Promoção da Igualdade Racial na Escola, a fim de se criar novas relações entre os alunos, suas identidades e empoderamento perante a autoestima e a representatividade negra, desconstruindo os preconceitos estabelecidos ao longo da formação sócio/cultural brasileira.
O desenvolvimento do projeto educacional da unidade que é jurisdicionada à Diretoria Regional de Educação (DRE) São Miguel é respaldado pela Lei Federal 10.639/03 que trata da obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana, além de ressaltar a importância da cultura negra na formação da sociedade brasileira. “Durante todo o desenvolvimento do projeto daremos oportunidades aos professores para vivências que contribuam para a desmistificação da cultura negra como, por exemplo, a visita que fizemos ao Museu Afro-Brasil, no dia 6 de abril” disse Armando.
Para o professor Sidnei a formação docente colabora para o enfrentamento dos problemas. “Compreender e respeitar a diversidade constitui uma ação sinônima à ‘cultura de paz’. Compreender as diferenças e os supostamente diferentes contribui para a ausência de violência dentro e fora do ambiente escolar”, ponderou.
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