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Robótica na Rede Municipal de Ensino da cidade de São Paulo

Conheça o histórico das experiências com robótica como recurso educacional nas escolas municipais

Publicado em: 26/03/2019 10h20 | Atualizado em: 30/11/2020

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As primeiras experiências da Rede Municipal de Ensino de São Paulo (RME) na utilização da Robótica como recurso educacional tiveram início em 2001 com o Programa “A cidade que a gente quer”. A iniciativa promoveu oficinas nas quais os alunos construíram modelos computacionais que abordaram aspectos que eles gostariam de melhorar em suas comunidades.

A partir de então, por iniciativas institucionais ou de professores, a Rede foi construindo uma cultura própria para a utilização deste recurso.

Em 2014, foi instituído um Grupo de Trabalho (GT) composto por professores e equipes técnicas da SME e Diretorias Regionais, cujas discussões abordaram as concepções do uso de tecnologias na Rede Municipal e o reconhecimento dos projetos realizados por professores pioneiros no trabalho com Robótica utilizando sucata e kits variados. A partir desses encontros, foi elaborado o documento que deu origem à Portaria nº 8.699/2016, que instituiu o Programa de Robótica Criativa da Rede Municipal de Ensino de São Paulo.

O Programa de Robótica Criativa é uma proposta que tem por objetivo oportunizar aos estudantes das escolas públicas municipais o desenvolvimento de habilidades ligadas à lógica, noção espacial, pensamento matemático, trabalho em grupo, organização e planejamento de projetos. A prática também estimula a criatividade, a autonomia e o protagonismo social.

O embrião dos princípios que fundamentam o Programa de Robótica Criativa foi testado na prática em um evento organizado em 2015, batizado de JAM de Robótica. Estudantes e professores foram desafiados a participar de uma maratona de um dia, organizados em equipes composta por cinco alunos – meninos e meninas de turmas diferentes – e um professor por unidade escolar, onde deram seus primeiros passos pautados pela nova proposta ao enfrentarem desafios solucionáveis com o uso de princípios básicos de robótica e linguagem de programação.

Neste primeiro desafio, houve a adesão de 113 Unidades Educacionais, divididas em dois grupos. Segundo Regina Gavassa, coordenadora da equipe de Tecnologias para Aprendizagem do Núcleo Técnico de Currículo da SME, “foi um momento de muita aprendizagem com professores e alunos trabalhando juntos no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, mesmo sem nunca ter tido contato com robótica, na construção de protótipos criativos que solucionassem problemas comuns entre eles”. Pela manhã a construção do protótipo era livre e, no período da tarde, orientados por um mediador, os participantes puderam programar e dar movimento aos seus protótipos.

As escolas que participaram da JAM receberam um Kit de Robótica, constituído por peças plásticas para montagem e componentes eletrônicos com interface programável. A escolha do material adotado pela SME foi pautada por avaliações realizadas pelos próprios educadores, levando em conta a concepção pedagógica, a sustentabilidade e a adequação às premissas metodológicas adotadas pela RME.

No primeiro ano do Programa, em 2016, 310 Unidades Educacionais manifestaram o desejo de ter a robótica como proposta de trabalho. Foram realizadas 14 JAMs regionais para atendê-las. No período de um ano, entre novembro de 2015 e novembro de 2016, 423 escolas se engajaram no programa e receberam kits.

Neste ano de 2019, 100% das escolas de Ensino Fundamental do município de São Paulo, que totalizam 567 unidades, já possuem quatro kits para desenvolverem seus projetos. Em 2017, a RME publicou o Currículo da Cidade – Tecnologias para Aprendizagem, no qual a robótica consta como premissa no material pedagógico.

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