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SME promove debate sobre educação antirracista durante a “Expo Internacional da Consciência Negra”

Além de palestras e rodas de conversa, iniciativa terá "Quilombinho" voltado para crianças; cerca de mil alunos visitarão evento no Pavilhão do Anhembi

Publicado em: 18/11/2021 18h46 | Atualizado em: 19/11/2021
Imagem com temática africana com o texto EXPO Internacional Dia da Consciência negra São Paulo - 2021

A Secretaria Municipal da Educação (SME) participa, nos dias 20, 21 e 22 de novembro, da “I Expo Internacional da Consciência Negra”. O evento, que acontecerá no Pavilhão do Anhembi, é aberto ao público e realizado em parceria Secretaria Municipal de Relações Internacionais como parte do programa “São Paulo Farol Antirracista”.

No estande da secretaria, que irá receber a visita de mais de mil estudantes, a programação terá rodas de conversas com os temas “Resistências Negras: o protagonismo das mulheres quilombolas nas comunidades do Estado de São Paulo” e “Educação para as relações étnico raciais no município de São Paulo”, assim como a mediação de histórias sobre personagens e lendas, apresentações sobre o Farol Literário para uma Educação Antirracista e um show da MC Soffia, conhecida pelo hit “Menina Pretinha” e que atualmente escreve e canta sobre o amor, principalmente entre pessoas negras. Haverá, ainda, o espaço batizado como “Quilombinho”, dedicado às crianças onde personagens, heróis e heroínas negros que fizeram e fazem parte de nossa história serão retratados. O objetivo é oferecer vivências antirracistas, de valorização da história e cultura africana e afro-brasileira para os pequenos, sejam eles negros ou não negros.

VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA EDUCAÇÃO NA EXPO

O espaço é aberto ao público e para participar, pessoas com 12 anos ou mais devem apresentar comprovante do esquema vacinal completo contra a Covid-19. Aqueles que receberam apenas a primeira dose e menores de 12 anos deverão apresentar teste do tipo PCR negativo com até 48 horas de antecedência ao ingresso no local, ou antígeno realizado em até 24 horas antes do evento.

Formação de pessoas não racistas
“São Paulo, Farol de Combate ao Racismo Estrutural é uma política pública que vai incidir na formação de professores e na atuação das escolas da cidade de modo que se passe a formar pessoas não racistas. Assim, a parceria com a Secretaria Municipal de Educação, nas escolas, visa que as crianças negras possam crescer sendo o que realmente desejam e conquistando os seu espaços na sociedade. Já a I Expo Internacional Dia da Consciência Negra é a parte que dá visibilidade à pauta antirracista desenvolvida, em São Paulo, pela Prefeitura, especialmente, em várias áreas e com destaque para Educação. A Expo resgata o passado, fala do presente e aponta para o futuro. Vamos aprender muito sobre a civilização negra, que construiu e contribuiu para a formação de nossa identidade brasileira”, explica a secretária municipal de Relações Internacionais, Marta Suplicy.

Educação antirracista e inclusiva são premissas do Currículo da Cidade
Além da participação na Expo, o combate ao racismo faz parte das ações executadas nas escolas durante todo o ano, assim como é tema de formações e grupos de estudo.

Em 2022, o NEER deve lançar, ainda, um documento com orientações sobre as práticas pedagógicas antirracistas realizadas pelos professores em sala de aula. O objetivo é fortalecer e multiplicar as práticas pedagógicas antirracistas e as ações que já são realizadas nas unidades da rede.

A iniciativa faz parte do processo da continuidade da implementação da Lei 10.639, que estabelece o ensino da história e cultura afro-brasileira dentro dos conteúdos do currículo do Ensino Fundamental e Médio. Atualmente, a SME já tem o assunto dentro do Currículo da Cidade, mas o documento orientador pretende trazer novos pontos como os conceitos de branquitude e o racismo estrutural. Ele terá dois volumes, sendo o primeiro com conceitos e reflexões para nortear a educação antirracista e o segundo com sugestões de práticas pedagógicas.

Para o secretário municipal de Educação Fernando Padula, essa é uma oportunidade de engajar a sociedade sobre esse tema não apenas em novembro, mês da consciência, mas durante todo o ano, como os trabalhos que já são realizados nas unidades da Rede. “Nosso Currículo é pautado por três pilares: Educação Inclusiva, Integral e Equidade. Nesse sentido, a Educação Antirracista é um compromisso da Rede Municipal e um evento desse porte só reforça a importância do assunto e leva o debate a cada vez mais pessoas”, comentou.

Na Rede Municipal de Ensino de São Paulo, também já existem alguns exemplos de trabalho com ações antirracistas. Um deles é o desenvolvido na EMEI Nelson Mandela, que possui um trabalho voltado às questões raciais muito além do nome de seu patrono. Em 2011, a unidade teve seu muro pichado com frases racistas justamente por trabalhar a temática com os estudantes. A partir daí, a iniciativa de falar sobre o tema com as crianças, mas também com a comunidade, ganhou ainda mais força.

Além da mudança de nome da EMEI (que antes tinha o nome de um general que lutou na Guerra do Paraguai) e do engajamento da equipe, os alunos aprendem sobre outras culturas por meio da música, com o uso de instrumentos musicais como o atabaque, maracá e djembê; pela literatura, com a indicação de livros com a temática da igualdade, assim como por meio da ajuda do boneco negro Azizi Abayomi, príncipe africano que conta aos alunos histórias sobre a cultura de seu continente.

“Nosso trabalho possibilita a abordagem do tema racial com as crianças e, a partir dele, o debate de várias outras questões para a valorização das diferenças. Muitos dos alunos chegam tímidos, mas ao longo do tempo ficam empoderados, se reconhecem como parte da sociedade e multiplicam isso”, contou a diretora Roseli Rodrigues da Silva.

Serviço
I Expo Internacional Dia da Consciência Negra
Quando: 20, 21 e 22 de novembro para o público
Onde: Pavilhão 10 do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana, São Paulo)

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