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SME lança livro sobre violência contra bebês, crianças e adolescentes

O documento orienta o profissional da Educação a refletir sobre a temática, identificar os tipos de violência e saber como agir em cada caso

Publicado em: 01/02/2021 12h27 | Atualizado em: 03/03/2021
Imagem de capa do arquivo Conhecer Para Proteger: enfrentando a violência contra bebês, crianças e adolescentes

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), lança o livro Conhecer para proteger: enfrentando a violência contra bebês, crianças e adolescentes. Produzido pelo Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem – NAAPA, o texto define dez tipos de violência e os sinais que essas violências imprimem em bebês, crianças e adolescentes, portanto, para além de identificar os sinais e orientar para a prevenção e combate à violência, o livro informa o educador sobre os procedimentos e encaminhamentos a serem adotados no ambiente escolar a fim de proteger a vítima.

O documento surgiu da necessidade de orientação que os profissionais da Rede Municipal de Ensino (RME) manifestaram sobre como agir diante da suspeita de que algum estudante possa ter sido vítima de violência. Esse material é resultado do trabalho colaborativo organizado pelo NAAPA, por meio de escuta e diálogo com os profissionais da rede.

Revelação e prevenção

O livro aborda o importante momento em que a violência é revelada, sensibilizando o educador para atentar-se ao relato da vítima, acolhendo-a, fazendo os encaminhamentos necessários, pois muitas vezes isso ocorre na escola, já que as estudantes e os estudantes estabelecem um vínculo afetivo com seus educadores e com a equipe escolar.

A escola possui papel relevante na promoção da prevenção contra as violências, e essas ações, muitas vezes, podem auxiliar para a tomada de consciência e de reconhecimento de que algum tipo de violência ocorreu.

Tipos de violência contra bebês, crianças e adolescentes

As violências destacadas no livro são as seguintes: física, química, sexual, psicológica, negligencial, estrutural, institucional, autoinfligida, entre crianças e adolescentes; trabalho infantil.

O material conta, ainda, com três seções divididas da seguinte forma:

Fique atento – a seção lista inúmeros sinais apresentados por bebês, crianças e adolescentes que podem estar sendo vítimas de algum tipo de violência, convocando o educador para atentar-se a estes indícios.

O que você pode fazer – nesta parte do livro, o profissional da educação encontrará orientação sobre as ações que devem ser adotadas no ambiente escolar, assim que suspeitar ou confirmar algum tipo de violência cometida.

Importante saber – esse espaço é reservado para informações complementares, ampliando a reflexão proposta no livro todo.

Acesse a publicação Conhecer para proteger: enfrentando a violência contra bebês, crianças e adolescentes.

Dados sobre violência contra crianças e adolescentes

Segundo estudo publicado pela International Society For The Prevention Of Child Abuse And Neglect, em 2016, o Brasil foi considerado o país com os maiores índices de violências contra crianças e adolescentes no mundo – especialmente abusos físico, sexual e psicológico, e negligências emocional e física. Essas pesquisas apontam para o fato de que 68% das crianças no Brasil disse sofrer punição corporal em casa, o que leva ao número de 30.311.950 vítimas de violência doméstica com até 14 anos de idade.

Mensagem da equipe do NAAPA aos educadores e educadoras da RME

É com muita satisfação que a equipe da Coordenadoria Pedagógica – Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (COPED/NAAPA) apresenta aos educadores da Rede Municipal de Ensino (RME) a publicação “Conhecer para Proteger: enfrentado a violência contra bebês crianças e adolescentes”.  Ao longo de quase 100 páginas buscamos construir um diálogo com as equipes das Unidades Educacionais da Rede, convidando cada educador para o desafio de promover uma vida mais digna e livre de violência às crianças e aos adolescentes.

O espaço escolar é o lócus privilegiado para que a criança ou o adolescente se aproprie dos conhecimentos científicos e culturais acumulados ao longo da história humana, como também é espaço de cuidado, proteção e efetivação dos direitos da criança e do adolescente.

Assim, por reconhecermos a importância da presença e das mediações ofertadas para crianças e adolescentes, dentro do espaço escolar, é que assumimos o compromisso de apoiar e caminhar junto a cada profissional da educação na identificação, acolhimento e notificação das situações em que se suspeite de que os estudantes estejam sendo vítimas de violência.

O ano de 2021 apresentará inúmeros desafios no que se refere às diferentes demandas que serão apresentadas por bebês, crianças e adolescentes, visto que as condições impostas pela pandemia impossibilitaram que estivessem presencialmente na escola, e, se considerarmos que grande parte dessa população, diariamente, estabelece relações com professores, coordenadores pedagógicos e funcionários que compõem as equipes de apoio das Unidades Educacionais, faz-se necessário apurar o olhar, qualificando-o para intervir pontualmente nos mais diferentes pedidos de ajuda.

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