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SME forma mais professores para ensino de Língua Portuguesa aos migrantes 

Projeto Portas Abertas oferece 50 vagas para curso com 20h de duração; inscrições abrem no dia 12 de agosto

Publicado em: 10/08/2021 15h54 | Atualizado em: 10/08/2021

imagem com ilustração de diversos rostos de perfil, cada um deles possui características físicas diferentes - Formação para professores Portas AbertasA Secretaria Municipal de Educação, por meio do Núcleo de Educação para as Relações Étnico-Raciais (NEER), abre turma com 50 vagas para a formação do Projeto “Portas Abertas: Português para Imigrantes”. A iniciativa visa formar educadores que atuam em escolas municipais de São Paulo para lecionar Língua Portuguesa para migrantes com idade a partir de 18 anos que vivem na cidade. Em maio, 150 educadores participaram desta mesma formação. 

Podem efetuar inscrição professores de todos os níveis de ensino e Diretorias Regionais de Educação (DRE). Os interessados deverão escrever uma justificativa para participação no projeto e preencher o formulário de inscrição a partir das 14h de quinta-feira (12). Os servidores selecionados receberão e-mail de confirmação da área promotora.

O curso tem carga horária de 20h, sendo 12 de estudos individuais a distância e 8 de encontros virtuais pela plataforma Microsoft Teams. Ao todo são 50 vagas e a formação inicia no dia 23 de agosto, no período das 18 às 20 horas. 

Confira as informações completas sobre o curso “Projeto Portas Abertas: Português para Imigrantes” publicada no Diário Oficial da Cidade.

 

Portas Abertas: Português para Imigrantes

É uma iniciativa conjunta entre as Secretarias Municipais de Educação (SME) e de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) que existe desde de 2017. Ele considera que as competências linguísticas são essenciais para que a população migrante usufrua de seus direitos, acesse os serviços públicos e o mercado de trabalho. Atualmente, nove unidades da Rede Municipal de Ensino contam com o projeto:

CIEJA Paulo Emílio Vanzolini (CIEJA Cambuci) – DRE Ipiranga;

EMEF Des. Paulo Colombo Pereira de Queiroz – DRE Campo Limpo;

EMEF Arthur Azevedo – DRE Penha;

EMEF Infante D. Henrique – DRE Penha;

CEU EMEF Água Azul – DRE Guaianases;

CEU EMEF Jambeiro DRE Guaianases;

EMEFM Vereador Antonio Sampaio – DRE Jaçanã-Tremembé;

EMEF Des. Arthur Whitaker – DRE Butantã;

EMEI José Robson da Costa (Bombeiro) – DRE Freguesia.

Em 2020, as atividades do projeto foram paralisadas devido a interrupção das aulas presenciais na cidade e a impossibilidade legal de remuneração em trabalho remoto dos professores interessados nas aulas .

Em 2021, as aulas ocorrem com novos direcionamentos legais e de acordo com as orientações sanitárias para funcionamento das unidades escolares durante a pandemia.

Remuneração do professor

A partir da publicação da Instrução Normativa SME nº 5, publicada em 2021, os professores e professoras que ministram aulas do Projeto Português para Imigrantes podem ser remunerados por meio da atribuição da Jornada Especial de Trabalho Excedente (TEX).

Ampliação do projeto

Para Carolinne Mendes, integrante do NEER, “a perspectiva é de que com a formação seja ampliado o número de turmas e escolas envolvidas no projeto Português para Imigrantes. Os professores que passam pela formação podem ministrar as aulas não só em sua unidade de exercício, mas em qualquer outra na qual exista a demanda pelo ensino de português para imigrantes”, enfatiza.

Os encontros do projeto são realizados duas vezes por semana, com três horas-aula de duração e são destinados a pessoas pessoas migrantes, independentemente de sua situação documental.

Coleção: “Portas Abertas-Português para Imigrantes”

No início de 2021 houve o lançamento do material composto por três volumes: Básico, Intermediário e Avançado. A coletânea traz atividades para o ensino de Língua Portuguesa para imigrantes. Discussões sobre combate ao racismo, machismo, respeito à diversidade de gênero, estão presentes nas atividades.

Saiba mais:

SME lança coleção Portas Abertas: Português para Imigrantes

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