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Projeto de Bandas e Fanfarras da EMEF Humberto Dantas mobiliza a comunidade

Com a orientação do instrutor Avelar Lima, estudantes vivenciam a percussão, dança e capoeira, impactando toda a comunidade escolar

Publicado em: 19/12/2024 10h29 | Atualizado em: 19/12/2024

EMEF Humberto Dantas
O Projeto de Bandas e Fanfarras da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Humberto Dantas, da DRE Freguesia/Brasilândia, tem se destacado com suas apresentações. Além de tocar os instrumentos, os estudantes fazem demonstrações de capoeira, samba e danças, sob orientação do Instrutor de música Avelar Lima, que já participou da bateria de escolas de samba e também desenvolve um projeto com educandos do CIEJA.

O projeto ganhou notoriedade quando o Instrutor de música Avelar Lima, levou os estudantes para uma apresentação no Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Professora Rose Mary Frasson, da mesma DRE, onde ele também desenvolve um projeto de música com os educandos com deficiências. 

Avelar começou a trabalhar com percussão na Rede Municipal de Ensino (RME) este ano, mas sua história com a música vem desde a infância. Ele conta que aos 7 anos de idade fez seu primeiro desfile em um carnaval, na bateria de uma escola de samba do bairro do Limão. De lá, ele foi para a escola de samba Mocidade Alegre em que foi diretor de bateria  e desenvolveu um projeto com as crianças da agremiação. Ele também já foi mestre de bateria da escola Dragões da Real.

Sua história na RME começou quando um estudante da EMEF Dona Angelina Maffei Vita, da mesma região, o pediu ajuda com instrumentos de percussão. Então ele conheceu o instrutor de música desta EMEF que lhe apresentou o Projeto de Bandas e Fanfarras. 

Este ano ele ingressou na EMEF Humberto Dantas e mobilizou cerca de 130 estudantes que participam das aulas do projeto no contraturno escolar. “Vai além, eles aprendem senso de colaboração, porque não é só ir lá e tocar, peço para eles organizarem os instrumentos e se ajudarem. E eu não fico só na percussão, faço atividades para saber como está a galera, o que está acontecendo com eles, gosto de ajudar nesse sentido”, disse Avelar Lima, instrutor de música na EMEF.

As aulas de percussão ultrapassaram os muros da escola e envolveram toda a comunidade escolar. “Aqui no bairro não tem praça, área de lazer e nada disso. A comunidade usa a quadra da EMEF, que fica aberta para eles jogarem. Então abri uma turma pra comunidade, vem o pessoal do bairro, de uma escola estadual e de outras escolas municipais”, contou Avelar. A comunidade participa das aulas às terças e quintas-feiras à noite.

Além disso, Avelar também desenvolve um projeto com percussão no CIEJA Professora Rose Mary Frasson com estudantes com deficiência. “É muito gratificante. Qualquer coisa que saia da rotina é bacana pra eles, coloco eles para se movimentarem e dançarem. Participam educandos com deficiências visuais e intelectuais. A gente vai se adaptando”, falou o instrutor.

Essas aulas têm tido um impacto positivo na vida dos estudantes em diversas áreas, Avelar contou que estudantes estão sendo mais empáticos e perdendo preconceitos, mudaram o comportamento e têm tirado notas mais altas. A direção da unidade e outros professores têm percebido os benefícios  do projeto. 

“Geralmente alguém da família já tocou em escola de samba, então eles já conhecem os instrumentos e eles estão sempre abertos a aprender coisas novas. Com os estudantes é tudo muito prático. Costumo primeiro fazer uma demonstração para eles”, afirmou.

Atualmente Avelar é mestre de bateria na escola de samba “Isso Memo” e vai levar os estudantes da EMEF para desfilar com eles no carnaval, alguns vão na bateria e outros na ala das crianças. 

 

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