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Professora é finalista da 3ª edição do Prêmio Porvir com projeto de literatura preta e indígena

Ação realizada com estudantes do 4º ano leva literatura preta e indígena para feira livre na zona leste de São Paulo

Publicado em: 18/03/2026 13h03 | Atualizado em: 18/03/2026
Banner com fundo laranja e o texto “Prêmio Professor Porvir” em destaque, em letras grandes e claras. Abaixo, três imagens mostram estudantes em atividade externa, lendo livors e circulando em uma feira ao ar livre.

Já imaginou encontrar uma biblioteca a céu aberto em plena feira livre? É isso que estudantes do 4º ano da EMEF Deputado Caio Sérgio Pompeu de Toledo, na zona leste da capital, têm proporcionado à comunidade ao levar literatura preta e indígena para um dos espaços mais movimentados do bairro. 

A iniciativa é conduzida pela professora Renilde Santos dos Passos, da Rede Municipal de Ensino de São Paulo, que está entre as 30 finalistas da 3ª edição do Prêmio Professor Porvir com o projeto “Levando literatura preta e indígena para a feira livre”. Esta é a segunda edição em que professores da Rede Municipal são finalistas do prêmio

Os livros são levados em carrinhos e apresentados às pessoas que passam pela feira durante suas compras e passeios. As obras sobre são lidas pelos próprios estudantes, que compartilham histórias e reflexões com quem muitas vezes não tem tempo para parar e ler na correria do dia a dia. 

O projeto, que hoje ocupa as ruas, começou dentro da escola, com turmas que participavam do grupo Mediadores de Leitura. Agora, os estudantes ampliam esse trabalho e levam conhecimento para além dos muros da unidade escolar. 

A iniciativa envolve diversos gêneros literários. Além de manifestos e poesias, os estudantes exploram contos, trechos de livros e textos curtos. A discussão sobre território também levou a turma a incluir trechos de romances, crônicas e textos sobre imigração, garantindo que pessoas de diferentes culturas se sintam acolhidas e representadas. A presença de autoras e autores negros e indígenas tem sido fundamental para valorizar a diversidade e fortalecer o combate ao racismo. 

Respaldado pelo Currículo da Cidade – Educação Antirracista, o trabalho desenvolvido pela professora Renilde promove reflexões sobre racismo, preconceito e educação antirracista de forma sensível e cuidadosa. A ação também integra as iniciativas do Comitê Antirracista da Diretoria Regional de Educação de Guaianases. 

Esta é a segunda edição em que professores da Rede Municipal de Ensino de São Paulo figuram entre os finalistas do Prêmio Professor Porvir. Na edição anterior, em 2025, um professor da Rede venceu a premiação com o projeto “Pequenos Guardiões”, que abordou o tema do racismo ambiental. 

Saiba mais sobre o projeto vencedor da edição anterior

Conheça também os professores da Rede Municipal finalistas do prêmio na 2ª edição 

Saiba mais sobre o projeto da professora Renilde Santos dos Passos

A votação popular do prêmio está aberta até 31 de março. Participe.

Prêmio Porvir

O Prêmio Professor Porvir, iniciativa que já reuniu mais de 2 mil relatos de práticas inovadoras realizadas por professores de todo o Brasil, chega à sua 3ª edição com 30 finalistas que mostram, na prática, como ensinar pode significar investigar, escutar e mobilizar territórios. Mais de 600 projetos foram inscritos e analisados, compondo um panorama diverso de experiências que atravessam as diferentes etapas da educação básica.

O Prêmio Professor Porvir reconhece práticas inovadoras na educação básica brasileira que se conectam com a realidade dos estudantes e das escolas onde são desenvolvidas. 

Educação antirracista

A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo mantém uma política de educação antirracista. Entre as ações estão a formação continuada de professores e a distribuição de mais de 700 mil livros voltados à valorização da diversidade. 

A pasta também distribui bonecas negras e materiais pedagógicos que orientam educadores e estudantes sobre como identificar situações de discriminação, acolher vítimas e lidar com casos de racismo nas escolas, com foco no enfrentamento do preconceito e no acolhimento. 

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