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Poetas do Slam da Norte se apresentam no Tamandaré

Grupo abriu a 3ª edição do Slam da EMEF Tamandaré esbanjando talento e simpatia

Publicado em: 29/08/2018 17h14 | Atualizado em: 30/11/2020

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Matéria produzida pela Rádio Calafrio (Equipe de Imprensa Jovem da EMEF Almirante Tamandaré)

Lugar de mulher é… no palco! Na manhã do dia 22 de agosto, os alunos do sexto ao nono ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Almirante Tamandaré, da Diretoria Regional de Educação (DRE) Jaçanã/Tremembé, participaram de um bate-papo com as poetas e idealizadoras do Slam da Norte Viic Oliveira, Ingrid Martins e Yara Alves. Agitou também a platéia o poeta Igor Chico.

Formado em 2016, o Slam da Norte é uma batalha de poesia falada que acontece toda terceira sexta-feira do mês, sempre em algum local da Zona Norte de São Paulo, a fim de disseminar o movimento “slamer” nessa região da cidade. O principal objetivo dessa poesia é divulgar e praticar a poesia autoral nas periferias, incentivando a produção literária.

E como a poesia Slam é rima, voz e atitude, é claro que o trio não ficou só na conversa com os alunos! Viic, Ingrid e Yara promoveram uma pequena batalha entre os alunos e declamaram algumas poesias com temas atuais como preconceitos racial, cultural e social, machismo, violência etc.

O evento foi organizado pela professora Carolina Cortinove, responsável pela terceira edição do campeonato de Slam da escola. “A ideia foi incentivar e inspirar os estudantes a começarem o processo de escrita de seus próprios textos para que no final do mês de setembro seja possível fazer o nosso slam”, explicou a professora Carolina.

Em entrevista ao repórter Ricardo Prates Altafini, da Imprensa Jovem Rádio Calafrio, Ingrid Martins disse que há muito preconceito contra as mulheres. “As mulheres sofrem machismo em qualquer lugar, no Slam talvez seja um pouco menos, mas ainda assim ele acontece”, afirmou Ingrid.

A poeta ainda deixou uma “lição de casa” para os alunos. “Se você não escreve, passe a escrever, passe a ler, porque a leitura ajuda na escrita, e compartilhe com alguém, sentimentos compartilhados fazem com que a gente fique mais forte”, alertou.

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