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Muro da EMEF Profª Maria Antonieta D’ Alckmin Basto recebe grafite para comemorar aniversário de 50 anos

A história da unidade e da comunidade foi contada nos muros em torno da escola; carta do escritor e poeta Oswald de Andrade em homenagem à esposa também foi registrada

Publicado em: 16/03/2023 15h31 | Atualizado em: 16/03/2023
Fotografia de um muro com grafite e várias pessoas na calçada observando a arte.

Em celebração aos seus 50 anos, a EMEF Profª Maria Antonieta D”Alckimin Basto registrou nos muros da escola um pouco da sua história e principais fatos que ocorreram no bairro e na unidade ao longo dos anos.

A escola, que fica localizada no bairro da Vila Olímpia, foi constituída como EMEF Profa Maria Antonieta D”Alckimin Basto em 11 de março de 1971. A comunidade escolar percebeu que, com o passar do tempo, a região foi perdendo as características de um bairro residencial, se tornando uma área comercial com características corporativas.

Com o propósito de resgatar a história da unidade e da região e reaproximar a comunidade, os gestores, os professores e os estudantes da escola, juntamente com os pais e os moradores, realizaram alguns encontros para dar vida à ação. A partir disso, foram definidos e compartilhados os materiais e as fotos que iriam compor as imagens nos muros.

O grupo de artistas do Sou Favela Grafite realizou oficinas com os estudantes ensinando algumas técnicas da pintura em grafite. Após o treinamento, os alunos puderam fazer alguns trabalhos e desenhos com temáticas desenvolvidas em aulas regulares como racismo, empoderamento feminino e bullying.

Composição com três fotografias mostrando estudantes observando documentos, um muro com grafite e mais outro muro com grafite e escrita.

As artes dos estudantes foram selecionadas e os materiais históricos escolhidos foram registrados nos muros pelos artistas em uma sequência de imagens. Há também o registro de uma carta que Oswald de Andrade escreveu para sua última esposa, Maria Antonieta D’Alckimin.

Maria Antonieta foi orientadora pedagógica da unidade que, inclusive, recebeu o nome da professora. O projeto contou, também, com a Construtora Gamaro, que financiou parcialmente a pintura nos muros.

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