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Estudantes de escola municipal participam de workshop sobre acessibilidade digital

Ação realizada em parceria com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência envolveu estudantes dos 6ºs aos 9ºs anos

Publicado em: 30/05/2019 17h51 | Atualizado em: 30/11/2020

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Descrição da imagem #Pracegover – imagem mostra 12 estudantes do ensino fundamental, uma professora e dois assessores da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência juntos posando para foto.

Estudantes do projeto de Educomunicação Rádio JMS, da EMEF Gal. Júlio Marcondes Salgado, da Diretoria Regional de Educação Jaçanã / Tremembé, participaram nesta quarta (29), do workshop de acessibilidade digital realizado na escola em parceria com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED).

A ação intersecretarial possibilitou aos jovens estudantes do 6º ao 9º ano uma série de informações sobre recursos disponíveis na internet visando à navegação, compreensão e interação de qualquer pessoa na web, tornando a internet mais acessível para todos da comunidade escolar.

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Descrição da imagem #Pracegover – Imagem mostra no centro, o consultor Sidney em pé iniciando a apresentação, ao lado direito, a Assessora Priscila compartilhando informações sobre a oficina. Do lado esquerdo, três estudantes sentados ouvindo os palestrantes.

Durante a oficina promovida pela Assessora de Comunicação da SMPED, Priscila Fonseca, e o consultor de acessibilidade digital da SMPED e Analista de Sistemas da mesma Secretaria, Sidney Tobias, os estudantes conheceram os diferentes tipos de deficiência (física, visual, intelectual, auditiva e múltipla), tiveram acesso ao número de brasileiros com algum tipo de deficiência, falaram sobre o conceito de acessibilidade digital e da importância de se colocar no lugar do outro para ter acesso às informações de maneira acessível e inclusiva.

Um dos assuntos abordados foi a descrição de imagem, de maneira didática e atrativa, a equipe da SMPED deu dicas e exemplos de como descrever uma imagem, mostrou boas referências de publicação utilizadas nas redes sociais e propôs uma atividade prática, a turma foi dividida em dois grupos, o primeiro grupo ficou de costas para a imagem e com lápis e caderno nas mãos desenhavam com base nas informações transmitidas pelo outro grupo que tinha acesso a imagem. Também foram mostradas formas de inserir a descrição nas diferentes redes sociais (Instagram, Twitter e Facebook).

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Descrição da imagem #Pracegover – Imagem mostra ao lado esquerdo, a Assessora de Comunicação, Priscila Fonseca segurando o desenho feito pelo estudante César que está ao lado direito segurando a outra parte do desenho.

Outro tópico mencionado no workshop foi o uso do aplicativo Hand Talk – Tradutor de texto e voz para Libras. Foi exibido um vídeo explicativo sobre as funcionalidades desta ferramenta, os estudantes ficaram surpresos e animados em utilizar o assistente virtual Hugo nas postagens.

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Descrição da imagem #Pracegover – Imagem mostra uma tela com um vídeo explicativo sobre o programa Hand Talk, ao lado direito a Assessora Priscila Fonseca, ao lado esquerdo, o Consultor Sidney, no fundo, oito estudantes assistem a apresentação.

A equipe da SMPED deu continuidade à oficina, desta vez, para falar sobre audiodescrição, um recurso que traduz imagens em palavras, permitindo que pessoas cegas ou com baixa visão consigam compreender conteúdos audiovisuais ou imagens estáticas, como filmes, fotografias, peças de teatro, entre outros. O recurso é direcionado ao público com deficiência visual, mas pode beneficiar outros públicos com outras deficiências e idosos.

Visando otimizar a experiência, os estudantes foram desafiados a utilizarem tampões nos olhos e ouvirem a audiodescrição de um desenho animado que conta a história de um porco espinho, em seguida, puderam dar informações sobre o que conseguiram captar por meio da escuta. Depois, todos assistiram o desenho sem os tampões e perceberam as diferenças entre a turma na forma de entendimento do vídeo.

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Descrição da imagem #Pracegover – imagem mostra do lado esquerdo, oito estudantes sentados e com os olhos vendados prestando atenção na audiodescrição do vídeo, ao lado direito, o consultor Sidney em pé participando da atividade.

Na parte final do workshop, os emojis, tão utilizados no envio de mensagens, foram tema de conversa entre os estudantes, a equipe da SMPED informou que não é necessário fazer a descrição de emojis, pois os aplicativos já reconhecem o uso das famosas “carinhas” e geram o texto compatível aos leitores de tela. No caso do Whatsapp, por ser um aplicativo dinâmico para troca rápida de informações, vale pensar em uma descrição mais curta para incluir todo mundo.

A Professora responsável pelo projeto na escola, Carol Cuofano, comentou sobre a realização da oficina. “O workshop contribuiu com os estudos sobre inclusão que estão sendo feitos a partir do pedido dos alunos de entenderem melhor o que é um processo de inclusão e como fazê-lo. As dinâmicas realizadas mostraram um pouco das diferenças entre as pessoas consideradas “normais” e aquelas que precisam de auxílio para melhor compreender e se integrar no mundo. A experiência foi muito enriquecedora”, observou Carol.

A estudante do 9º ano, Beatriz Rocha, deu o seu depoimento sobre a ação. “Eu gostei muito porque eles apresentaram dados e conteúdos sobre o tema, nos deixaram com vontade de aprender mais sobre o assunto e passar para outras pessoas as informações da oficina, tivemos várias dinâmicas que nos fizeram colocar no lugar do outro, foi uma experiência incrível”, ressaltou Beatriz.

A Assessora de Comunicação da SMPED, Priscila Fonseca, comentou sobre a participação dos estudantes. “Falar para esses jovens sobre uma série de recursos disponíveis para tornar a web mais acessível para todos, foi gratificante e transformador. Jovens tão engajados, que acreditam que a transformação social começa pelo respeito, empatia e vontade de aprender. A Educação continua sendo o caminho”, relatou Priscila.

O consultor de acessibilidade digital, Sidney Tobias, falou sobre os benefícios de se dialogar com os estudantes sobre acessibilidade digital. “Os jovens são abertos ao novo e após a oficina já saem com interesse de aprender mais a respeito e colocar em prática alguma ação que pretendem fazer, é uma satisfação saber que nós podemos propagar o conceito de acessibilidade por meio dos jovens”, observou Sidney.

A próxima ação entre as Secretarias sobre essa temática prevê a participação de estudantes de jornalismo das Diretorias Regionais de Educação (DREs) e programadores de conteúdo dos Centros Educacionais Unificados (CEUs).

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