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Estudantes da rede municipal participam de obra exposta na Bienal de São Paulo

Ação inédita envolve 553 estudantes na produção de 4 mil cogumelos de argila

Publicado em: 12/09/2018 17h47 | Atualizado em: 30/11/2020

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Pela primeira vez, a Bienal de Arte de São Paulo conta com uma obra realizada com a participação de estudantes da rede municipal de ensino. Intitulada “Vivam os Campos Livres”, a obra produzida em coautoria com o artista espanhol Antonio Ballester tem em sua composição 4 mil cogumelos feitos de argila pelos alunos e está instalada na entrada da 33ª Bienal de São Paulo, que acontece de 7 de setembro a 9 de dezembro no Pavilhão Ciccilo Matarazzo, no Parque Ibirapuera.

Os cogumelos foram confeccionados sob a orientação de Ballester entre maio e agosto por 553 estudantes, de 5 a 14 anos, de unidades educacionais de Centros Educacionais Unificados (CEUs) de todas as regiões da cidade (Pêra Marmelo (Norte), Capão Redondo (Sul), Butantã (Oeste), Aricanduva e Vila Curuçá (Leste)), com a colaboração de vinte professores, formados em oficinas de cerâmica com artista indicada pelo espanhol.

“Participar de uma obra exposta na Bienal é algo que emociona e enche de orgulho todos os envolvidos”, observa a professora Nádia Nery, da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Prof. Dr. Paulo Gomes Cardin, do CEU Aricanduva. De acordo com a Coordenadora de Ação Educacional do CEU Capão Redondo, Deborah Hyppolito, os estudantes ficaram encantados com a proposta de produzir cogumelos em argila. “Transformar a matéria-prima em arte foi maravilhoso. Estar presente na Bienal nos traz a certeza do quanto somos capazes de proporcionar, aos alunos da rede municipal, vivências significativas para além dos muros da escola”, ressalta a coordenadora.

Para Deborah Valverde, assessora cultural da Coordenadoria dos CEUs e da Educação Integral (COCEU) da Secretaria Municipal de Educação (SME), esta ação é um marco para a rede municipal de ensino e para a cidade de São Paulo. “Ela é resultado da participação da comunidade escolar em um projeto coletivo e permite que os estudantes vivenciem a oportunidade de expor sua criação ao público, percebendo-se sujeitos da cultura universal”, diz Deborah.

Sobre Antonio Ballester Moreno

Antonio Ballester Moreno participa da 33ª Bienal de São Paulo como artista-curador. Ele vive e trabalha em Madri, na Espanha, e é considerado uma das figuras-chave do cenário jovem da arte espanhola. O seu trabalho é composto por pinturas, colagens e cerâmicas que se materializam por meio de formas geométricas que se referem à natureza.

Suas obras integram coleções como as do Centro de Arte Dos de Mayo (CA2M) (Móstoles – Espanha), Museu de Arte Contemporânea de Castela e Leão (MUSAC) (León – Espanha), Coleção Olbricht, (Berlim – Alemanha) e Colecção Reydan Weiss (Essen – Alemanha).

Galerias de imagens:

Obra dos estudantes na Bienal

Confecção dos Cogumelos

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