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Estudantes da EJA da EMEF Vicentina Ribeiro da Luz fazem sarau de poesia

Ações são desenvolvidas de forma interdisciplinar e envolvem diferentes componentes curriculares

Publicado em: 26/03/2019 17h40 | Atualizado em: 30/11/2020

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Na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Vicentina Ribeiro da Luz, da Diretoria Regional de Educação Itaquera, estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) são estimulados a serem protagonistas de um sarau de poesia. As ações são desenvolvidas de forma interdisciplinar e envolvem diferentes componentes curriculares.

Com 38 anos de magistério, Maria Helena Correa da Silva Matei é uma Professora de Língua Portuguesa que foi afastada de suas funções como docente em aulas regulares por recomendação médica. Readaptada, é ela a responsável e quem coordenadora as atividades de sarau, feitas em parceria com educadores da unidade desde 2018.

A professora conta que, no ano passado, elaborou o projeto numa perspectiva interdisciplinar, envolvendo alfabetização, língua portuguesa, arte, sala de leitura e de informática. O tema escolhido foi “amor” e os gêneros textuais trabalhados foram poesia e acróstico. “É importante salientar que, nesse trabalho, foi priorizada a participação dos alunos, fazendo com que eles fossem os protagonistas do processo como um todo”, conta a professora sobre o sarau de 2018.

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Estudantes recitam em sarau na EMEF Vicentina Ribeiro da Luz

O sucesso da apresentação foi tão grande na EMEF Vicentina que os estudantes foram convidados a participarem de outros eventos, como a 16ª Semana de Alfabetização da EJA / MOVA, no CEU Aricanduva, sarau “Café com Poesia”, na biblioteca Hans Christian Andersen, e o Sarau do CEU Formosa. “Com isso, os estudantes ficaram empolgados e disseram que gostariam de dar continuidade ao projeto do sarau em 2019”, relata a professora.

Neste ano, ainda inspirada nos bons resultados de 2018, a professora elaborou o projeto Sarau – protagonismo na escola, ainda em uma perspectiva interdisciplinar, porém, agora, envolvendo todas as disciplinas. Os gêneros textuais a serem trabalhados serão: autobiografia, poesia, conto, miniconto, piada, crônica e dramatização (divididos conforme cada etapa da EJA). O tema escolhido por votação pelos jovens e adultos foi “respeito”. “Eles entenderam que é um tema abrangente e que poderia abarcar reflexões sobre meio ambiente, direitos humanos, machismo, feminicídio, homofobia, entre outros”, justifica a professora.

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Professora Maria Helena (esquerda) e estudantes na Biblioteca Hans Christian Andersen

Semanalmente, Maria Helena também acompanha uma das cinco aulas semanais de Língua Portuguesa e orienta sobre o processo de construção das produções em diferentes gêneros textuais. Ela conta que a construção da escrita pode passar por diferentes etapas – textos orais, rodas de conversas, elaboração individual, elaboração coletiva, inferências, reflexões – e que é importante que o ensino da Língua Portuguesa seja feito de forma contextualizada.

A professora também acredita que é durante as aulas, com os professores das diferentes áreas, que os estudantes adquirem subsídios para compor os textos que produzem. “Na montagem do sarau, os estudantes se percebem como sujeitos de suas aprendizagens e conhecimentos e isso faz muita diferença!”, comemora Maria Helena.

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