Notícias
Escola da zona oeste de SP desenvolve projeto integrado de combate à fome e promoção da segurança alimentar
Desde 2023, iniciativa dos estudantes da Imprensa Jovem da EMEF Prof. Josué de Castro articula educomunicação, teoria e prática por meio de metodologias interdisciplinares
Publicado em: 23/04/2026 14h07 | Atualizado em: 24/04/2026
Com cerca de 2 milhões de refeições oferecidas nas unidades educacionais da Rede Municipal de Ensino (RME), o Projeto “Fala, Josué: Imprensa Jovem e segurança alimentar”, realizado na EMEF Josué de Castro, da DRE Pirituba Jaraguá, reforça a importância de promover a educação alimentar e nutricional de forma crítica e contextualizada. A iniciativa é desenvolvida pelos estudantes da Imprensa Jovem com base na educomunicação, articulando teoria e prática por meio de metodologias participativas e interdisciplinares.
Inspirado no legado do patrono da unidade, Josué de Castro, médico, nutricionista e referência mundial no combate à fome, o projeto integrado de combate à fome e segurança alimentar integra saúde, sustentabilidade e cidadania. A proposta também valoriza o território e o protagonismo juvenil, utilizando a educomunicação como estratégia pedagógica para ampliar o acesso à informação e fortalecer a autonomia dos estudantes.
Para o professor orientador Leonardo Cardeal da Costa, da sala de leitura e responsável pelo Imprensa Jovem na unidade, o projeto ganha força ao colocar os estudantes como protagonistas na produção de conteúdo. “Nesse processo, eles não apenas informam, mas refletem criticamente sobre seus próprios hábitos, o consumo e a importância de uma alimentação de qualidade, relacionando isso com o cotidiano e com a realidade da escola”, destaca o educador.
Ao longo do desenvolvimento, os estudantes participaram de diversas atividades, como produção de entrevistas e registros audiovisuais, visita pedagógica à CEAGESP, elaboração de conteúdos educomunicativos (vídeos, reportagens e reflexões), desenvolvimento do Trabalho Colaborativo Autoral (TCA), com a produção de alimentos saudáveis, como brigadeiro de banana sem açúcar refinado, participação em rodas de conversa e oficinas sobre consumo e publicidade, com foco na análise crítica das mídias.
Segundo a estudante participante do projeto, Alice Soares Pissinato da Silva, de 13 anos, a ação tem gerado impacto positivo na comunidade escolar e nos hábitos do dia a dia. “Eu já sabia que não podíamos desperdiçar comida, principalmente a da escola, que é pensada para a nossa saúde. Com o projeto, passei a rever algumas atitudes e percebi, ao ouvir os funcionários, que muitos estudantes ainda não sabem se alimentar corretamente, sem prejudicar a saúde e evitar o desperdício. Além disso, com os conteúdos audiovisuais que produzimos, acreditamos que é possível incentivar os estudantes a se alimentarem melhor, de forma mais prática”, completa.
Em 2025, o projeto de combate à fome e segurança alimentar foi ampliado de forma interdisciplinar, envolvendo diferentes componentes curriculares. Inicialmente, foram realizadas atividades de sensibilização e debates sobre alimentação saudável, sustentabilidade e consumo consciente. Um dos momentos centrais foi a visita à CEAGESP, onde os estudantes acompanharam o funcionamento da cadeia de abastecimento alimentar, incluindo logística, distribuição, descarte e ações de combate à fome, como o banco de alimentos. Durante a atividade, também realizaram entrevistas com gestores e trabalhadores, produzindo registros audiovisuais.
O projeto resultou na socialização das aprendizagens por meio de produções educomunicativas e apresentações, fortalecendo o protagonismo estudantil, a consciência crítica e o engajamento em práticas alimentares mais saudáveis, além de ampliar o conhecimento sobre a cadeia alimentar e o combate à fome.
“Na escola, eu não comia muito e às vezes jogava comida fora. Hoje procuro comer o necessário e entendi que não devemos desperdiçar, porque tem pessoas que não têm o que comer. Também penso no trabalho das profissionais que fazem tudo com muito cuidado e carinho”, relata o integrante do projeto, Bruno Anacleto Silveira, de 13 anos.
Como desdobramento, a iniciativa também viabilizou parcerias com instituições como a Faculdade de Saúde Pública da USP, o INCT Combate à Fome (CNPq) e os Embaixadores da Saúde Planetária, que contribuíram para o aprofundamento teórico e a conexão com práticas reais.
Confira a galeria de imagens:
Notícias Mais Recentes
Secretaria Municipal de Educação
Rede Municipal de São Paulo retoma crescimento no Ideb e avança nos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental
Secretaria Municipal de Educação
Comissões de Mediação de Conflitos e Grêmios Estudantis promovem encontros regionais
Secretaria Municipal de Educação
SME apresenta programa de material escolar como referência nacional no 2º Congresso Escolar Office Brasil
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Educação de São Paulo realiza parceria com o SEBRAE para promover projeto de Educação Empreendedora
Secretaria Municipal de Educação
Prefeitura distribui mais de 1 milhão de livros para o Programa Minha Biblioteca
Secretaria Municipal de Educação
1ª Mostra Estudantil de Arte Contemporânea é prorrogada até setembro
Relacionadas
Profissionais da Educação recebem formação sobre enfrentamento ao racismo e à xenofobia
Publicado em: 10/03/2026 12h53 - em Étnico-Racial
Leituraço! Março Mulher mobiliza escolas municipais em ação de leitura dedicada às vozes femininas
Publicado em: 10/03/2026 11h42 - em Secretaria Municipal de Educação
EMEF Francisco Rebolo realiza “Assembleia de Classe” para fortalecer a educação democrática
Publicado em: 09/03/2026 3h48 - em Diretoria Regional de Educação Butantã
CEU Azul da Cor do Mar recebe Congresso Às de Ouro para capacitação de mulheres
Publicado em: 06/03/2026 6h20 - em Diretoria Regional de Educação Itaquera
Março Mulher 2026 fortalece práticas pedagógicas voltadas à equidade de gênero na Rede Municipal
Publicado em: 06/03/2026 5h31 - em Março Mulher 2026









