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EMEF é selecionada para participar de projeto sobre ciências em parceria com universidades públicas
Atividades engajam a educação científica, promovendo um intercâmbio entre escolas de diversos estados
Publicado em: 14/12/2022 13h13 | Atualizado em: 14/12/2022
A EMEF Doutor João Naoki Sumita, da DRE Itaquera, foi uma das sete escolas de todo o país, e a única da Rede Municipal de Ensino de São Paulo, selecionada para participar do projeto “Semeando Ciência: Meninas em Campo – 2022”. O trabalho, promovido em parceria com pesquisadores da USP e de diversas universidades públicas, incentiva a educação científica e aproxima os estudantes das cientistas.
Este projeto é direcionado às escolas públicas. Nas EMEFs, as turmas de 6° e 7° anos participam. Depois de se inscrever e ser selecionada, a professora Sabrina Sobral Marchetto Leite, da EMEF Doutor João Naoki Sumita, participou de formações semanais com cientistas no Instituto Butantã, que explicaram sobre os mosquitos, suas características e cederam materiais como microscópio e armadilhas.
Para as atividades, os estudantes foram divididos em grupos e cada um tinha que escolher um local da escola para colocar uma armadilha e capturar mosquitos. Depois eles observaram os encontrados em um microscópio, para, a partir das características identificadas, classificá-los. Na sequência, fizeram um relatório criando hipóteses sobre a coleta e a análise.
“Projetos que trabalham com o processo investigativo, conforme prevê o Currículo da Cidade, são essenciais para que os estudantes tenham uma aprendizagem significativa e aproximem os conhecimentos científicos do contexto em que vivem”, disse Aline Molenzani, diretora da EMEF.
Seguindo a proposta dos orientadores das universidades, os estudantes montaram painéis informativos, que estão expostos na escola, sobre o mosquito Aedes aegypti e as doenças por ele transmitidas, dengue, zika e chikungunya. Para a montagem, foi levado em consideração as descobertas através da coleta.
Como o projeto envolve escolas de diversos estados do país, são feitos encontros síncronos para compartilharem suas descobertas e dúvidas, possibilitando assim o entendimento de que em determinadas regiões há uma maior concentração de certa espécie.
“O projeto proporcionou a observação, formulação de hipóteses, coleta de dados e análise das informações obtidas. Além disso, colaborou no desenvolvimento do estudante em todas as suas dimensões, não só do ponto de vista intelectual, mas buscando alternativas para modificar situações encontradas no cotidiano, como por exemplo quando estudaram as doenças transmitidas pelos mosquitos”, frisou a diretora.
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