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EMEF Coelho Neto possui grafites de artistas que estão na 5ª Bienal Internacional do Graffiti

Mais de 20 artistas, de várias partes do Brasil e de países como o Chile e o México, grafitaram os muros e as paredes da unidade

Publicado em: 22/07/2022 18h48 | Atualizado em: 23/07/2022
Grafite na EMEF Coelho Neto e 5ª Bienal Internacional do Graffiti Fine Art.
Na parte esquerda da imagem, grafite da Amora na EMEF Coelho Neto; já na direita sua obra exposta na 5ª Bienal do Graffiti.

A Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Coelho Neto participa do Projeto Graffiti School desde 2019 e vários de seus ambientes como sala de leitura, quadra, paredes externas, refeitório, pátio, banheiros, corredores e muros internos e externos, possuem grafites. As obras foram realizadas por artistas nacionais e internacionais que estão expondo na ‘5ª Bienal Internacional de Graffiti’, no Memorial da América Latina. 

E os estudantes do projeto Imprensa Jovem da escola foram até a Bienal do Graffiti  para estudar sobre as obras destes artistas, realizar a cobertura jornalística do evento, além de apreciar tudo o que a exposição oferece.

Foram mais de 20 artistas, de várias partes do Brasil e de países como o Chile e o México, que grafitaram os muros e as paredes da Unidade Escolar, na segunda quinzena de julho, em mais uma ação do Projeto Graffiti School. A aquisição dos materiais é feita pela escola graças aos investimentos dos recursos do PTRF, e os artistas realizam o trabalho de forma voluntária.

Estudantes da Imprensa Jovem Coelho Neto na 5ª Bienal Internacional do Graffiti Fine Art.
Equipe do Imprensa Jovem fazendo a matéria sobre os artistas da 5ª Bienal Internacional do Graffiti, no Memorial da América Latina, e que também têm obras grafitadas em sua escola.

Gustavo Pirolo, aluno do 9º Ano B, contou que foi uma honra fazer a cobertura do evento que atrai pessoas de vários lugares e gostaria de visitar a exposição novamente. “Foi muito legal poder ver obras de artistas tão renomados e tão apreciados pela comunidade, sobretudo, ver as obras dos artistas que estavam presentes no projeto Graffiti School”, disse. 

Para Nathaly Ramos Hamabi, estudante do 7º Ano A, foi uma experiência que transformou seu olhar. “Eu não era muito chegada a grafites, mas isso foi um ensinamento para mim”, comentou. E completou: “Eu amei ir pra lá e ver que os grafites que tem lá na bienal, tem na nossa escola (EMEF Coelho Neto). Isso é muito importante tanto para os alunos, quanto para a arte urbana”.

O Projeto Graffiti School leva a Arte e Cultura Urbana para dentro dos muros das escolas públicas e oferece às comunidades a oportunidade de conhecer mais sobre esta manifestação artística.  Desde o início, além da EMEF Coelho Neto, o projeto já aconteceu em outras escolas municipais como as EMEFs Habib Carlos Kyrillos,  Armando Cridey Righetti,  Cleomenes Campos, Emei Alexandre Correia, entre outras. 

A diretora da EMEF Coelho Neto, Jeanini Bonazzi, diz que a escola é pautada no afeto, acolhimento, respeito e motiva os estudantes a irem além dos conhecimentos e muros da escola. “Oferecer e participar de projetos como o Graffti School,  Mais Educação e tantos outros como a ida à 5ª Bienal Internacional do Graffiti Fine Art e a Bienal do Livro, engrandecem e enriquecem a caminhada escolar de cada aluno e aluna, transformando-os em protagonistas, autônomos e sabedores de sua potência como cidadão”, argumenta. 

Sobre o Graffiti School 

Grafite na EMEF Coelho Neto e 5ª Bienal Internacional do Graffiti Fine Art.
No quadrante esquerdo, parede do Laboratório Digital na EMEF com grafite de Pack Toledo, coordenador e curador do Graffiti School; no direito, estudante da Imprensa Jovem e a obra dele na Bienal.

O projeto surgiu quando o professor Pack Toledo foi convidado pela equipe da EMEF General Osório, na Vila Alpina, para pintar a escola, em 2018. Ele reuniu um grupo de artistas voluntários e colocaram as mãos à obra. O resultado foi tão bacana que o que era para ser uma ação pontual, a partir deste momento, se tornou um projeto e outras unidades começaram a aderir à iniciativa. 

Atualmente são mais de 60 ações, sendo que algumas escolas como  Emef Coelho Neto, Emef Habib Carlos Kyrillos, Emef Manoel Carlos de Figueiredo e Emef Cleomenes Campos, já  participaram mais de uma vez.  

Para Pack Toledo, a iniciativa leva para escola projetos autorais únicos. “A escola vira uma galeria de arte sendo possível dar aula, como em um museu, em frente a uma obra original de artistas brasileiros, e até estrangeiros, sendo alguns reconhecidos mundialmente e que pintam de forma voluntária por ser uma escola pública”, falou. 

Toledo diz que procura criar espaços mais humanizados e alegres: “O graffiti é um meio para que toda a comunidade escolar, e até os vizinhos, se sintam mais acolhidos e mais valorizados. Sem deixar de dizer que a maioria de nós começou a pintar na época da escola. Então tem um pouco de nostalgia e também um incentivo para novos artistas, que em sua maioria vieram das periferias da cidade e hoje vivem do que gostam de fazer”, finalizou. 

Acompanhe o perfil do Projeto Graffiti School no Instagram. 

Depoimento para inspirar 

Grafite na EMEF Coelho Neto e 5ª Bienal Internacional do Graffiti Fine Art.
Artista – Vidal | Quadrante esquerdo com grafite que ele realizou na escola; segundo quadrante com obra de Vidal na Bienal.

“O graffiti é uma grande ferramenta de transformação social, está ligada diretamente à cultura e à cidadania. Atualmente pode ser vista em publicidade de importantes produtos, além de grandes museus, galerias, entre outros. Mas, acima de tudo, é uma alternativa positiva para jovens da comunidade que precisam de orientação da sociedade. O graffiti precisa ser acessado por esses jovens, que assim como eu, vi no graffiti uma possibilidade de conhecer pessoas de diferentes culturas e expor meu trabalho em diversas capitais do Brasil e do mundo. Para isso, um belo dia em minha infância, vi um graffiti, não me lembro de quem, mas vi um graffiti. Por tanto, é extremamente importante termos pinturas de graffiti nos muros e paredes das escolas, principalmente, para entender que aqueles artistas consagrados estão muito próximos da realidade daqueles estudantes que estão contemplando as pinturas.” Vinícius Vidal

Vinícius faz grafite há 24 anos, já pintou em vários países e no Brasil. Ele disse que fez seu relato com o coração, pois isso é a sua vida. Segundo ele, levar sua família para ver sua exposição foi sua maior conquista. 

5ª Bienal Internacional de Graffiti Fine Art

O Memorial da América Latina recebe a 5ª Bienal Internacional de Graffiti com cerca de 60 artistas de todo mundo para enaltecer a grande importância da cena street art e do graffiti. A exposição irá transformar a Galeria Marta Traba em uma vitrine para a diversidade de técnicas e estilos da arte urbana.

 Serviço:

5ª Bienal Internacional de Graffiti

De 13 de julho a 7 de agosto

Visitação: de terça a domingo, das 10h às 17h

Galeria Marta Traba (Praça Cívica – acesso pelos portões 2 e 5)

Entrada gratuita

Clique aqui para mais informações sobre o evento.

Veja, abaixo, a galeria de fotos com a obra dos artistas nos espaços da EMEF Coelho Neto e na 5ª Bienal Internacional de Graffiti Fine Art, respectivamente. O quadrante  esquerdo das imagens contém os grafites dos artistas na escola; e o quadrante direito possui a obra deles na 5ª Bienal de Graffiti.

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