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EMEF Almirante Ary Parreiras realiza o “Cyber Café Cidadão”
Debate encerrou um ciclo de atividades com as crianças com a temática do bullying e valorização da mulher
Publicado em: 07/12/2016 16h22 | Atualizado em: 30/11/2020
No dia 28 de novembro, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Almirante Ary Parreiras realizou o “Cyber Café Cidadão”. O debate foi a última atividade do projeto de Valorização de Mulheres que abrangeu discussões, pesquisas, rodas de conversa e também um curta-metragem realizado pelos alunos.
Antes do debate, foi distribuída aos alunos uma cartilha com uma história em quadrinhos que contava a história de uma vítima de cyberbullying. A partir da leitura deste material e da exibição de um vídeo com a temática do preconceito e violência contra a mulher, iniciou-se um debate entre as crianças, com a participação da defensora pública e coordenadora do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (NUDEM), doutora Ana Rita Souza Prata.
Ana Rita destaca o papel da escola e dos professores neste processo de introdução e naturalização da temática. “A melhor coisa é a importância de entender que a escola é um espaço de discussão de questões da sociedade, mas também de entender como um espaço de acolhimento, que se uma situação de violência acontecer, a escola é um espaço em que eles podem procurar ajuda”, explica a defensora pública.
Uma das organizadoras do projeto é a Professora Orientadora de Informática Educativa (POIE) Débora Denise Dias Garofalo. Ela destaca o papel de protagonismo dado aos alunos neste processo, que contou com várias outras atividades. “O 9º ano produziu um curta sobre o machismo. Foi iniciativa deles, já que foi o maior problema que eles identificaram dentro da comunidade. As crianças menores inventaram um remédio, que chamaram de Precomol, o anti-inflamatório contra o preconceito. Trazendo eles como protagonistas dessa história, a gente consegue ter resultado”.
A professora ainda destaca a importância da participação dos pais e da comunidade nas discussões, além dos próprios alunos. “A gente vê que a escola precisa estar neste movimento e dar voz a estes alunos. A avaliação que a gente fez foi muito positiva, mas entendemos que é um trabalho que vamos precisar continuar fazendo. Essa cultura de preconceito ainda é muito forte, e pra mudar isso a gente precisa do coletivo, de todos”, completa.
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