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CODAE debate execução da Lei dos Orgânicos
Evento na Universidade Anhembi-Morumbi incluiu representantes da agricultura familiar e responsáveis pela Lei dos Orgânicos
Publicado em: 30/11/2016 17h47 | Atualizado em: 30/11/2020
O campus Centro da Universidade Anhembi-Morumbi recebeu no dia 24 de novembro, uma roda de conversa sobre a Lei de Inserção de Orgânicos na Alimentação Escolar. O evento contou com a participação de Ana Flávia Borges Badue, coordenadora da Comissão Gestora da Lei dos Orgânicos na Alimentação Escolar, Valéria Macoratti, presidente da Cooperativa Agroecológica dos Produtores Rurais e de Água Limpa e da Região Sul de São Paulo (Cooperapas), e Simone Gomes Teixeira, representante do Conselho de Alimentação Escolar (CAE).
Ana Flávia elogiou o pioneirismo de São Paulo. Segundo ela, há outras leis municipais e estaduais em outras localidades do país, mas, entre as grandes cidades, apenas a de São Paulo está regulamentada. Ela não deixou, no entanto, de propor aprimoramentos e citou o estado do Paraná, cujo sistema é informatizado e cujas chamadas públicas se dão por grupos alimentares (legumes, verduras, cereais, etc), em vez de requisitar alimentos específicos, flexibilizando e facilitando a compra de gêneros da agricultura familiar. “O sistema do Paraná é referência e já ganhou o Prêmio de Tecnologia Social em 2013”, afirma Lívia da Cruz Esperança, assessora da Coordenadoria de Alimentação Escolar (CODAE) e uma das organizadoras do evento.
Ana Flávia falou, ainda, sobre os benefícios dos alimentos orgânicos à saúde, citando como o consumo de agrotóxicos pode estar por trás do aumento da prevalência de doenças como o linfoma não-rodgkin nas últimas décadas. “Já foram coletadas amostras de tomate com mais de 10 tipos de agrotóxicos”, afirmou.
Valéria falou sobre o papel agricultor familiar na construção de hábitos alimentares saudáveis e citou as consequências negativas do uso de agrotóxicos para os próprios agricultores, que também desenvolvem doenças devidas à exposição aos produtos. Ela entregou, ao fim do encontro, uma muda de inhame à CODAE. Segundo ela, esta “planta resistente” deve simbolizar a perseverança da Secretaria Municipal de Educação (SME) em garantir uma alimentação escolar saudável.
O Plano de Introdução Progressiva de Alimentos Orgânicos na Alimentação Escolar foi aprovado no primeiro trimestre de 2016 e prevê que, até 2016, 100% da merenda escolar sejam constituídos de alimentos orgânicos.
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