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SME forma estudantes para atuarem como monitores em educação maker e sustentabilidade

Programa Aluno Monitor é desenvolvido em mais de 100 escolas municipais e trabalha ações ligadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Publicado em: 04/08/2022 13h37 | Atualizado em: 04/08/2022
Fotografia de quatro estudantes em volta da mesa desmontando um computador portátil. Eles usam colete amarelo e estudam na Escola Municipal de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS) Anne Sullivan .
Monitores GASRRE, da EMEBS Anne Sullivan, reaproveitando as peças de um computador portátil que estava queimado e quebrado. As peças serão usadas para construção de novos objetos.

A Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo, por meio da Divisão de Tecnologias para Aprendizagem (TPA), desenvolve o Programa Aluno Monitor. A ação tem como objetivo formar estudantes do Ensino Fundamental e Médio para serem monitores em suas escolas e atuarem no desenvolvimento de projetos, estimulando o trabalho colaborativo com professores e colegas. 

Em 2022, mais de 100 escolas municipais participam do programa com o tema ‘Aluno Monitor Maker e os ODS – Repensando a Sustentabilidade’. Este ano, a área de Tecnologias para Aprendizagem e o Núcleo de Educação Ambiental, da SME/SP, realizam a ação em forma de Projeto Colaborativo de Aprendizagem. 

As Unidades Escolares estão promovendo diversas ações para trabalhar com as questões maker, que significa faça você mesmo, e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU, que fazem parte da Agenda 2030. 

Entre os objetivos do trabalho estão entender o conceito de Educação Maker a partir de uma experiência pedagógica, utilizar o potencial das tecnologias digitais na formação de redes colaborativas de aprendizagem e desenvolver a capacidade criativa e conscientização socioambiental.

Também fazem parte do propósito estimular a pensar, sentir e agir em consonância com o movimento global para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e evidenciar o papel da escola na transformação socioambiental, considerando-a em sua relação com a comunidade a que pertence.

Desta forma, algumas escolas estão desenvolvendo projetos que trabalham coleta, reutilização, destinação e conscientização sobre resíduos tecnológicos, sustentabilidade e consumismo, como é o caso da EMEBS Anne Sullivan e o grupo de aluno monitor chamado GASRRE, que significa Grupo com Amigos Surdos de Reciclagem e Reutilização de Eletrônicos.

Na EMEF Gilmar Taccola, os Monitores do Tacolla  estão reciclando o lixo eletrônico e já transformaram mouses quebrados em apagador de lousa, que eles chamaram de ‘ApagaMouse’. Eles possuem feltro para serem trocados e reutilizados ao apagar quadros brancos. Também confeccionaram um porta lápis com rolo de papel higiênico e teclas de teclados. 

Composição com duas fotografias de objetos criados com partes de teclado e computador portátil. No primeiro quadrante, quatro porta lápis feitos com teclas de teclado; e no segundo, apagador de lousa branca feito com mouse.
Criações realizadas com o lixo eletrônico feitas pelos Monitores do Taccola, da EMEF Gilmar Taccola.

Os Sucateiros da Pego, da EMEF Padre José Pegoraro, estão finalizando o projeto do 1º semestre que é sobre descarte consciente de resíduos eletrônicos. Eles construíram um ventilador com sucata e estão preparando um cartaz com orientações sobre descarte de eletrônicos. 

Composição com duas fotografias. No quadrante da esquerda, dois meninos, um em pé e o outro sentado ao seu lado posando para a foto. Eles estão em frente a uma mesa com objetos de sucata como luva, alicate, cd. No quadrante da direita, duas caixinhas de som de computadores abertas , os fios estão a mostra e em cima tem um papelão cortado em círculo fragmentado, formando um ventilador.
Ventilador criado com caixinha de som e papelão feito pelos Sucateiros da Pego, da EMEF Padre José Pegoraro.

‘Metareciclagem – luxo do lixo’ é o projeto dos Monitores Bugiganga, da EMEF Paulo Duarte. Eles testam equipamentos doados, como videogames, ou outros que chegam como lixo eletrônico, e o que não está funcionando é aberto para retirada das peças. As peças retiradas servem para as aulas de eletrônica, robótica e a criação de novos projetos com a inventividade e a criatividade dos alunos, de forma a contribuir com melhores cuidados do ambiente e a sustentabilidade.

Composição com duas fotografias. No quadrante, esquerdo quatro estudantes com coletes amarelos estão sentados em volta de uma mesa com materiais reciclados sobre ela. No quadrante direito, uma menina sentada de costas joga vídeo game 'Atari.
Na primeira imagem, os Monitores Bugiganga estão confeccionado foguetes. Na segunda, a monitora testa um video game ‘Atari’ , pois os eletrônicos que estão funcionando, são utilizados para outros fins. Neste caso, eles criaram uma sala de jogos, que faz parte do projeto dos ‘Jogos Analógicos aos Digitais’.

Conheça o perfil no Instagram do Programa Aluno Monitor, das escolas citadas acima:

Aluno Monitor – EMEBS Anne Sullivan

Aluno Monitor – EMEF Gilmar Taccola

Aluno Monitor – EMEF Padre José Pegoraro

Aluno Monitor – EMEF Paulo Duarte

Formação 

O aluno monitor participa de uma formação anual por meio de encontros semanais com o Professor de Educação Digital (POED). Nestes encontros, acontecem a elaboração de pautas, orientações sobre o papel de cada um em relação ao grupo e aos demais alunos da sala, corresponsabilidades, estudo, pesquisa, comunicação e publicação na internet, participação em ambiente virtual de aprendizagem onde o projeto é desenvolvido.

As aprendizagens e habilidades desenvolvidas durante o projeto vão além da educação formal, pois possibilitam transformações que podem influenciar ou impactar na escolha do campo de atuação profissional e para o desenvolvimento sustentável. 

Entre os temas abordados, desde 2009, quando o programa foi instituído, estão ‘Minha Terra’, ‘Minha escola é notícia’, ‘Metrópole Digital – Projeto Remix’ e ‘A cidade que a gente quer’, ‘O real valor das coisas’.

Funções do Aluno Monitor

Os estudantes que participam do programa colaboram com as ações promovidas no Laboratório de Educação Digital para o desenvolvimento do projeto anual de colaboração e interação em Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA). Essas ações iniciam pela construção da parceria entre o aluno monitor e o Professor Orientador de Educação Digital (POED), desde a elaboração do planejamento até a avaliação.

O monitor contribui com seus conhecimentos, especialmente no uso de tecnologias, para fazer a ligação entre os alunos da escola e o projeto. Assim, ele torna-se o elo entre os POEDs, professores regentes das classes e estudantes, contribuindo com a inclusão da escola na cultura digital e no desenvolvimento de habilidades para pesquisar, comunicar e publicar na Internet. 

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