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Parque sonoro do CEI Silvia Covas é construído em parceria com as famílias
Ação promove experiências sonoras, construções, desconstruções e ressignificações dos espaços.
Publicado em: 17/05/2016 11h42 | Atualizado em: 30/11/2020
O projeto político-pedagógico do Centro de Educação Infantil (CEI) Silvia Covas, situado no bairro do Cambuci e pertencente à Diretoria Regional de Educação (DRE) Ipiranga, tem valorizado as experiências infantis e a participação ativa dos familiares dos alunos no planejamento das ações da escola.
Um dos projetos que mais tem efetivado a participação da comunidade é Parque Sonoro, conta a diretora da unidade Márcia Ajaj. “desde 2015, com as propostas organizadas e planejadas sob orientação da formadora Silvana de Jesus e, posteriormente, em 2016, com o formador Camilo Hernandez Di Giorgi, da Divisão de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação (SME), temos oportunizado aos bebês e as crianças do CEI, experiências sonoras, construções, desconstruções e ressignificações de espaços, onde meninos e meninas produzem culturas infantis”.
A Coordenadora Pedagógica, Glaucia Perosa Barutti, conta que em 2016 procurou envolver os familiares das crianças no projeto Parque Sonoro logo na primeira reunião de pais. Os educadores falaram sobre a proposta e pediram que eles contribuíssem tanto na construção de objetos sonoros, como na contribuição de materiais reaproveitáveis. Prontamente alguns familiares demonstraram interesse em colaborar.

A partir daí, o formador Camilo, que auxilia nas formações do PEA, passou a se reunir com alguns pais de alunos para o planejamento e organização de ações. Bilhetes e comunicados foram enviados com o objetivo de envolver cada vez mais as famílias com educadores da unidade.
Este movimento proporcionou que na comemoração do Dia da Família na Escola, ocorrida no mês de abril, os responsáveis participassem de uma atividade musical promovida por um casal pais de um aluno do CEI. Na ocasião eles também conheceram as instalações do parque sonoro já existentes e fossem convidados, juntamente com os educadores da unidade, a confeccionarem novos objetos. A ação foi liderada pelo formador Camilo.

“Nosso projeto enfatiza a participação das famílias, com ações que valorizam os diferentes saberes e tivemos a alegria de ver toda nossa comunidade escolar envolvida nesta ação, compreendendo a importância da música na formação e construção da educação de nossos meninos e meninas”, finaliza a Coordenadora do CEI.
Confira alguns exemplos de objetos sonoros construídos no CEI Silvia Covas:
Reco-Reco Linear – Confeccionado com conduítes afixados na parede do parque do CEI, as formas geométricas aplicadas induzem os alunos à exploração de espaços (em cima, embaixo, à esquerda e à direita), enquanto raspam teclas ou gravetos no reco-reco e experimentam o som.
Campanas – Feito com canos de alumínio de tamanhos distintos, a sonoridade é alcançada por meio da percussão de martelo nas “teclas”. O potencial do instrumento é a exploração dos timbres agudos e a estética visual.
Tambor Sonoro – Construído a partir de um tambor de óleo de 200L, adereçado com miçangas e garrafas pet, o instrumento tem a função de tambor, que pode ser percutido com mãos, pés e baquetas, e de xequeré ou afoxé – instrumentos típicos da percussão brasileira que emitem som pelo atrito das miçangas com corpo do instrumento.
“Pinball” Sonoro – Inspirado no jogo Pinball, no qual a bolinha bate em diversos obstáculos dentro do cenário, este instrumento foi confeccionado com o reuso de um tampo de mesa, latinhas diversas, pedaços de madeira e bolinhas de gude. Elevado na parte superior (entrada das bolinhas), ao jogar as bolinhas, estas percorrem o caminho cheio de latinhas e, ao encostar nas latas, emitem pequenos sons em timbres e afinações diferentes, até chegar ao fim do percurso.
Sino dos Ventos – Confeccionado com garrafas pet e miçangas, o instrumento fica suspenso por corda e, ao ser balançado, emite sons de chocalho.
Telecomunicador – Cano de grande de PVC em formato de “U”, enterrado no parque do CEI, que permite a comunicação de duas pessoas usando as extremidades do cano para se ouvirem, a exemplo do que ocorre com o “telefone sem fio”.
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