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Estudantes da EMEF Paulo Duarte estão ‘De olho no Céu’

Entre as atividades do projeto está a construção e lançamento de foguetes para a Mostra Brasileira de Foguetes e a participação na Olimpíada Brasileira de Astronomia 2022 que acontece nesta sexta-feira (20)

Publicado em: 20/05/2022 16h54 | Atualizado em: 20/05/2022

Estudante está olhando pelo telescópio.Os estudantes dos 4º e 5º Anos (Ciclo Interdisciplinar) da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Paulo Duarte, da Diretoria Regional de Educação  São Mateus, participam do projeto “De olho no céu” que tem como proposta apresentar o Sistema Solar por meio de diversas atividades. Os estudantes ainda disputam nesta sexta-feira (20) a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) 2022 e participam da Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG).

Construir um sistema solar, aprender sobre as viagens espaciais e as tecnologias que foram criadas e são utilizadas em nosso dia a dia, fazer leitura de livros, gibis e assistir filmes sobre Astronomia, participar de quiz sobre planetas, estrelas e constelações, conduzir naves espaciais online para vencer uma competição.

Essas são algumas das ações realizadas pelos estudantes nesse projeto que envolve Tecnologias para Aprendizagem, Educação Física, conteúdos propostos no Currículo da Cidade de São Paulo, e os espaços da sala de aula, área externa da escola e quadra poliesportiva, bem como a Sala de Leitura e o Laboratório de Educação Digital (LED).

‘De olho no céu’ é desenvolvido pela Professora Orientadora de Educação Digital (POED), Regina Maria Nara, e conta com a participação de outros professores como da professora regente das turmas, professora de Educação Física, professora da Sala de Leitura e também dos estudantes do projeto ‘Aluno Monitor’.  

Imagem dividida em duas partes. Na metade superior tem uma lousa com o desenho dos planetas do sistema solar. Na parte inferior uma sala de aula com os estudantes sentados e a professora está em pé conversando com eles.
Nas aulas de Tecnologias para Aprendizagem os estudantes e as professores atualizaram seus conhecimentos sobre o Sistema Solar.

Os estudantes monitores do Laboratório de Educação Digital (LED) ensinaram os colegas a utilizar o telescópio para observar o céu. Todos tiveram a oportunidade de aprender de forma mais lúdica com os aplicativos e os jogos virtuais que utilizaram como ‘stellarium-web.org’ e site ‘Escola Games’. Também construíram painéis com o Sistema Solar com detalhes dos planetas e seus anéis, luas e características marcantes. As turmas produziram tudo com muito capricho e dedicação.

Metade da imagem mostra um estudantes e uma estudante com telescópios em frente a lousa de uma sala de aula; a outra metade mostra três meninas e dois meninos sentados a mesa com materiais recicláveis como papéis, fita adesiva, cano de pvc, entre outros.
Estudantes monitores do Laboratório de Educação Digital ensinado as turmas utilizarem telescópio e construindo a base para lançamento dos foguetes.

A Sala de Leitura ‘Ruth Rocha’ foi um espaço muito utilizado para ampliar os conhecimentos de Astronomia e também para as crianças se prepararem para a OBA e MOBFOG. Além disso,  as turmas desenvolveram muitas pesquisas em busca de novas informações sobre o Sistema Solar no Laboratório de Educação Digital (LED).

Crianças em momento de leitura e pesquisa, respectivamente na Sala de Leitura e no Laboratório de Educação Digital (LED).
Momento de leitura e pesquisa sobre Astronomia, respectivamente na Sala de Leitura e no Laboratório de Educação Digital (LED).

Construção e lançamento de foguete

“Eu fiquei bem animadinha. Eu consegui ganhar uma medalha. É minha primeira medalha. Eu fiquei feliz.”
Julia Dafne, 4º Ano B

“Foi um momento muito bom. Senti um pouquinho de medo. Foi muito divertido pelo meu aprendizado.”
Natan Brito, 4º Ano C

“Eu gostei muito. Foi uma experiência nova. Eu espero que ano que vem tenha de novo.”
Kaylla Jora, 4º Ano C

Esses são relatos de estudantes contando sobre suas experiências e aprendizados após lançarem seus foguetes na área externa da escola. Desde 2009, a EMEF Paulo Duarte participa da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e da Mostra Brasileira de Foguetes. Os conteúdos fazem parte do Currículo da Cidade de Ciências e de Tecnologias para Aprendizagem.

Para realizar esse grande desafio que foi construir foguetes, as crianças, com orientação da professora, utilizaram materiais como papel alumínio, folhas de sulfite, cano pvc, cola fita adesiva. Para o lançamento usaram garrafa pet ou base de lançamento construída com cano pvc e bomba para encher pneu de bicicleta. A professora Regina Nara conta que eles inovaram e “os resultados foram maravilhosos e puderam observar a alegria dos alunos em ver o seu foguete ir para o espaço”.

Estudante construindo seu foguete.
Construção do ‘corpo do foguete’ para lançamento na Mostra Brasileira de Foguetes.

E, na escola, fazer o foguete também envolve sustentabilidade, pois consumiram o papel reciclado proveniente do projeto realizado pelo Grêmio Estudantil em que fazem coleta de papéis que seriam descartados pelos alunos, professores e gestão.

Construir o foguete requer tempo e o desenvolvimento de habilidades, como coordenação motora. Foram feitas seis etapas até chegar ao resultado final.  Começaram com a construção das ‘asinhas’ do foguete com papel sulfite, chamadas de aletas. Passando pela montagem do ‘corpo do foguete’, construção e fixação da ‘coifa’ ou ponta do foguete, até chegar a parte final da decoração.

3, 2, 1… e lá se foram os foguetes pelo espaço da escola; assista o vídeo abaixo:

 

No início de maio, chegou o dia de lançar e registrar a distância percorrida por cada foguete. Tudo supervisionado e orientado pela professora Regina Nara, com toda segurança necessária. Mas antes, claro, os estudantes monitores do LED, testaram a base de lançamento com a bomba de encher pneu. A cada lançamento uma nova expectativa do foguete em ir cada vez mais longe.

Foram muitos aprendizados, inclusive, com a oportunidade de aprender com as dificuldades que surgiram pelo caminho, como quando a ponta do foguete foi lançada e o corpo ficou na base ou quando o foguete não seguiu em direção retilínea como era o esperado ou ainda quando o foguete se deslocou dando ‘cambalhotas’ no ar.  Todas essas dificuldades serviram para refletir sobre o tipo de problema que havia ocorrido e como solucioná-los.

Grupo de estudantes e professoras na entrega de medalhas da Mostra Brasileira de Foguetes.
Entrega das medalhas da Mostra Brasileira de Foguetes. Estudantes receberam medalhas de ouro, prata e bronze de acordo com a distância que seus foguetes percorrem.

Depois que as turmas fizeram o lançamento dos foguetes, houve a premiação na escola e foram distribuídas 19 medalhas, sendo sete de ouro, seis de prata e seis de bronze. A maior distância atingida foi de 64 metros, com o foguete da estudante Kaylla Jora Alves, que ultrapassou o portão da escola e caiu na calçada da entrada dos alunos.

Como a Mostra Brasileira de Foguetes é um evento aberto à participação de escolas públicas ou privadas, urbanas ou rurais e ocorre totalmente dentro da própria escola, esta foi a premiação feita pela EMEF Paulo Duarte para seus estudantes participantes.

Porém, ao final da MOBFOG todos os alunos, de todas as escolas que participaram, receberão um certificado de participação. Além disso, também há distribuição de medalhas para quem obtiver os maiores alcances em seus respectivos níveis.

Olimpíada Brasileira de Astronomia

Em 2022, as provas da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica serão presenciais e ocorrerão nesta sexta-feira, dia 20 de maio. Os estudantes da EMEF Paulo Duarte participarão das provas Nível 2 com os  estudantes dos 4º e 5º Anos, e Nível 3 com os alunos dos 7º e 8º Anos. As premiações e entrega de certificados ocorrem entre o final de novembro e início de dezembro com grandes festividades. 

Realidade Aumentada e Realidade Virtual (VR)

Metade da imagem mostra as mãos de uma criança dobrando um cubo, na outra metade a imagem mostra as mãos de uma criança segura o cubo e um celular apontado para o cubo com aplicativo de realidade aumentada mostrando o sol.
Confecção do ‘Cube Merge’ e visualização do Sistema Solar em realidade aumentada.

Para visualizar o sistema solar em realidade aumentada os estudantes fizeram a montagem de um cubo com símbolos em papel sulfite e utilizaram o aplicativo Merge Explorer. A cada clique em um planeta diferente é possível ver os detalhes e as informações sobre ele. E para a montagem do cubo, os colegas que terminavam  primeiro, ajudavam os outros, houve também o compartilhamento de informações e das descobertas.

Três estudantes estão no corredor da escola usando óculos de realidade virtual.
Estudantes visualizando a lua e todos os seus detalhes com o auxílio do óculos de realidade virtual.

As crianças aprendem muitas coisas com as tecnologias. Além do ‘Cube Merge’, eles exploraram a superfície da lua usando óculos de realidade virtual e puderam até andar por lá.

Visita ao Planetário Parque do Carmo

Estudantes do 4°, 5ºs, 7º e 8º Anos vivenciaram o céu noturno, as constelações, os planetas com seus movimentos e também aprenderam sobre o comportamento do ser humano na preservação da Terra na visita que realizaram ao Planetário Municipal do Carmo – Professor Acácio Riberi, localizado dentro do Parque do Carmo, na zona leste da capital. Após a atividade direcionada os estudantes realizaram piquenique no parque e se divertiram um pouco por lá.

Para conhecer mais sobre o projeto e outras atividades desenvolvidas na EMEF Paulo Duarte acesse os perfis do Instagram da escola: EMEF Paulo Duarte, LED EMEF Paulo Duarte, onde divulgam as atividades de Tecnologias para Aprendizagem, e Monitores Bugiganga.

 

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