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Classes hospitalares garantem atendimento aos estudantes em tratamento médico

Professoras da rede municipal lecionam nos leitos ou em salas específicas dentro dos hospitais e mantém vínculos dos pacientes com a escola

Publicado em: 24/08/2021 11h30 | Atualizado em: 24/08/2021

Professora interagindo com duas crianças em uma Classe hospitalarNa cidade de São Paulo, pacientes em idade escolar, de 4 a 18 anos, em tratamento médico no Hospital A.C. Camargo e na Casa Ninho, têm acesso às atividades pedagógicas durante a permanência no hospital, inclusive neste período da pandemia. Elas são garantidas por meio das classes hospitalares conduzidas por três professoras da rede municipal de São Paulo designadas para esta função. O objetivo do programa é ajudar a dar continuidade à sua vida escolar concomitantemente ao tratamento médico.

São atendidos pela classe hospitalar qualquer criança ou adolescente que esteja internado ou necessite de atendimento ambulatorial de longa duração, até mesmo os que são de fora do Estado de São Paulo em tratamento na capital. O programa legitima o direito de toda criança à educação por meio da efetivação de práticas inclusivas e equânimes.

O tempo de atendimento varia de acordo com cada criança, indo de um dia a até mesmo quatro anos, em casos de longos tratamentos ou espera em filas de transplante. O atendimento é feito nos leitos ou nas salas dedicadas às aulas dentro das instituições de saúde. As docentes estão vinculadas às unidades EMEF Faria Lima e EMEI Regente Feijó.

As professoras Andréa Mondejas Lisboa e Tatiana Campos Carneiro lecionam no Hospital A.C. Camargo. Com ajuda das escolas e responsáveis, elas adequam o conteúdo pedagógico de acordo com seu ciclo de ensino e currículo, focando em suas necessidades. “Quando o aluno não tem previsão de alta ou permanece por períodos extensos, nós entramos em contato com a escola para a adaptação”, afirma Tatiana. Andréa acredita na criatividade e sensibilidade com os alunos no hospital.  “Toda criança aprende, independente do que ela tenha”, completa. 

A Casa Ninho é uma organização sem fins lucrativos responsável pelo acolhimento e suporte às crianças que sofrem de câncer. A rede municipal dentro da casa é representada por Joseane Terto de Souza Uema, que já passou por um câncer na adolescência e recentemente perdeu a irmã, vítima da mesma doença. O período em que esteve em tratamento foi fundamental para compreender a importância do seu trabalho. “Tive câncer com 17 anos e devo muito a uma amiga que levou os materiais. Foi assim que percebi a importância das classes hospitalares”. A recente perda da irmã foi uma nova motivação para a professora, que já está há 3 anos nas classes hospitalares. “Ela também era professora. Conhecia e conversava sobre os meus alunos, posso falar que é minha segunda inspiração”, lembra a educadora.

As aulas costumam ser individuais justamente por se adequarem às necessidades de cada aluno, mas nos últimos meses, com o avanço da vacinação, as atividades em conjunto estão retornando. Na Casa Ninho os alunos realizaram, na última semana, uma visita ao  Farol Santander, foi a primeira visita pedagógica desde o início da pandemia.

Regulamentação e ampliação 

Neste mês, a Secretaria Municipal da Educação publicou uma instrução normativa que regulamentou o programa no município e garantiu que as professoras designadas para a função tenham garantidos os direitos e benefícios ligados à evolução da carreira. 

Além disso, a mesma normativa, de 28 de julho deste ano, estabelece critérios para o credenciamento de instituições e organizações da sociedade civil interessadas em instituir as classes hospitalares. O objetivo é ampliar o programa em outras instituições parceiras.

Série Diálogos com o NAAPA: Pedagogia Hospitalar

Em abril a SME, por meio do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA), divulgou o primeiro dos cadernos da série Diálogos com o NAAPA. São cinco volumes com temas relacionados à educação em meio a pandemia. A quinta edição, lançada em maio, aborda a pedagogia hospitalar e detalha o processo de aprendizado para aqueles que estão em tratamento médico. Link abaixo:

Volume 5 – Pedagogia Hospitalar: aprendizagens, saberes e afetos

 

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