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Aprendendo com os indígenas guaranis do Jaraguá

Equipe de Imprensa Jovem da EMEF Maurício Goulart entra em contato com a cultura guarani

Publicado em: 29/04/2016 13h55 | Atualizado em: 30/11/2020

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Matéria produzida pela equipe de Imprensa Jovem da EMEF Maurício Goulart

No último dia 19 de abril, fomos convidados como Imprensa Jovem da EMEF Maurício Goulart, Diretoria Regional de Educação (DRE) de Guaianases, a participar do “Dia da Alimentação Tradicional Guarani” da Aldeia Tekoa Pyau Jaraguá.

Simplesmente maravilhoso, pois tivemos a chance de desconstruir a imagem do indígena do passado apresentada em muitos livros e conhecer remanescentes em plena cidade de São Paulo.

Fomos apresentados à sua cultura, como a alimentação, a língua guarani, coral com dança, oficinas de artesanato, arco e flecha, além das pinturas corporais.

Durante todo o dia fomos acompanhados por diversos indígenas, incluindo o líder Tupã, que serviu de mediador em todo o processo de aprendizado.

Aprendemos muito e gostaríamos que todos pudessem aproveitar em ter essa aula sobre os povos indígenas na prática. Apreciamos a oportunidade de ouvi-los, conhecê-los e, por um momento, fazer parte desta sociedade tão rica culturalmente e tão pouco conhecida por nós.

“A gente só usufrui da terra, a gente planta. A terra nos dá nossa casa, nos dá o rio e os peixes. Não posso falar que é meu. Apenas uso para minha sobrevivência. Essa sobrevivência é para todos os seres humanos, desde que eles tenham essa consciência de que faz parte desta terra”, respondeu o líder Tupã, ao ser questionado sobre o pertencimento da terra.

Depoimento da aluna Vitória sobre a visita – “O que dizer sobre a Aldeia Jaraguá? Foi fantástico e um dia muito especial. É muito bom conhecer um pouco da cultura das pessoas e ainda de um indígena, como foi o caso do líder Tupã. Coisas que ele falou que nunca paramos para pensar, compartilhar, amar ao próximo, respeito com todos e tudo. Aprendi com eles também que as maiores riquezas estão nas coisas simples, um gesto de carinho com a natureza e o próximo sendo animais ou seres humanos. As crianças de lá são as coisas mais doces e lindas que já vi. O brilho no olhar de cada uma foi algo que me deixou feliz, cada uma delas com sonhos e muitos caminhos a seguir. Foi muito bom conhecer cada um desta aldeia”.

Veja algumas diferenças culturais bem interessantes:

-Três cerimônias de grande importância: Ano Novo em Agosto (quando as árvores se renovam), Janeiro (nomeação das crianças com um ano de vida, o que determinará sua personalidade) e Fechamento de Tempo em Fevereiro (finaliza um calendário e começa um novo pelas fases da lua);

-Pintura corporal: depende da personalidade de cada pessoa. Quando um casal está comprometido à pintura no rosto será igual para ambos.

-O aprendizado acontece constantemente com a família e o dia-a-dia, pois a forma de aprender e ensinar estão relacionados com tudo que ocorre na vida.

Alunos responsáveis pela produção na Aldeia Indígena:

Aleksandra da Silva Pereira 7ºA
Laryssa Ferreira de Jesus 9ºB
Natalia da Silva Araujo Oporto 7ºA
Sara do Amaral Padovesi 7ºB
Stephany Alves Cardoso 6ºB
Vitória da Silva Araujo Oporto 9ºC
Apoio – Professora Barbara Soares Barros.

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